Amar com segurança: Lidando com um cônjuge com raiva

Um cônjuge com raiva pode ser frustrante ou até mesmo assustador, mas ele não tem que ser isolado. Os princípios de cuidar um do outro e manter o diálogo saudável ajudam a acalmar o seu parceiro.

Apr 11, 2013   |   289 views   |   105 shares
  • Ter um cônjuge, constantemente, nervoso é um desafio. Seu cônjuge pode estar deprimido, estressado ou não consegue expressar-se de uma maneira emocional saudável. Aqui estão algumas dicas de como lidar com um cônjuge em crise:

  • 1. Segurança em primeiro lugar

    Se você, seu próprio cônjuge ou seus filhos estão em perigo por causa da situação, procure ajuda imediatamente. Se for uma emergência, ligue 190. Se não for, procure ajuda de um albergue para vítimas de violência doméstica, busque seus familiares ou amigos que possam abrigar você e suas crianças. Pedir ajuda de um terapeuta familiar também é uma boa ideia se a raiva for por questões conjugais, ou ainda para as crianças que presenciam uma mãe ou pai irritados. A raiva, muitas vezes, esconde um quadro de depressão, assim um terapeuta pode ajudar a amenizar os sintomas.

  • 2. Esteja no mesmo time

    Explosões de raiva são, muitas vezes, o resultado de sentir-se injustiçado, desrespeitado ou se está sob o peso de exigências esmagadoras. Ser conscientemente justo, respeitoso e tentar ajudar são formas rápidas de vocês estarem unidos como casal e amenizarem o problema.

  • 3. Estabelecer a segurança emocional

    Às vezes, as respostas emocionais, como a raiva, vêm devido à pessoa se sentir lesada ou ameaçada. Dizer palavras amáveis em vez de criticar, ser sincero em vez de zombar e ouvir atentamente vai ajudar o seu cônjuge a se sentir emocionalmente seguro.

  • 4. Ouça

    Muitas vezes, a raiva aumenta quando alguém não se sente ouvido, notado ou apreciado. Usando escuta reflexiva, comunicando diretamente, e repetindo partes do que seu cônjuge está dizendo irá ajudá-lo sentir que é ouvido e compreendido.

  • 5. Abaixar as armas

    Todos nós sabemos quais são os pontos fracos do nosso cônjuge, o que pode facilmente virar alvo de nossas palavras em uma discussão. Especialmente, quando o nosso cônjuge está com raiva, podemos querer nos defender ou achar que nossos ataques verbais são justificáveis. Isso só vai piorar a situação, evitar isso é o melhor para manter a paz.

  • 6. Mude seus hábitos

    Assim como formamos todos os hábitos, podemos desenvolver algumas maneiras de nos comunicarmos e respondermos emocionalmente. Fazer mudanças no tempo de resposta ou no tom de nossas palavras, os tipos de coisas que dizemos e o estilo da nossa comunicação podem ajudar a quebrar maus hábitos e construir novos que melhorem a saúde emocional de nossos relacionamentos.

  • 7. Seja um companheiro

    Seu cônjuge é seu igual, seu amigo e seu companheiro de equipe. Não seja pai de seu cônjuge, não faça sermões ou importune-o. Partilhem responsabilidades, digam coisas boas e desfrutem de atividades positivas juntos. Divirtam-se. Riam. Falem.

  • 8. Mantenha o seu espaço, mas não se distancie

    Como casal, você é o relacionamento principal do outro. Dialogar, arejar a mente, processar as ideias, aprender que tudo é feito em conjunto e não com pessoas de fora. Ao mesmo tempo, ter um tempo para estar só e em silêncio é uma necessidade saudável para uma reflexão sobre o momento, ponderação e autoaperfeiçoamento. Khalil Gibran disse: "Que haja espaços em sua união (...) E fiquem juntos, mas ainda não muito juntos, pois os pilares do templo são separados."

  • 9. Seja ativo

    Uma das melhores coisas para a saúde mental é, simplesmente, sair para uma caminhada todos os dias. Se vocês andarem juntos, antes ou depois do jantar, será também um bom momento para falar e ouvir um ao outro. Quando o tempo estiver bom para sair, o ar fresco e o cenário podem, realmente, levantar seus espíritos.

  • 10. Aja individualmente

    Ter um cônjuge com raiva não significa que você tem que ficar com raiva. Saber que o seu cônjuge vai se irritar, não te dá o direito de provocar, mas também não significa que você tenha que ficar pisando em ovos ao lidar com ele. Todas as consequências do comportamento pertencem à pessoa que o exibiu, e você não deve arcar com elas no lugar dela. Isso não significa, porém, que você tem o direito de punir seu cônjuge retendo o afeto e a atenção até que o outro "mereça-o". Você não é um juiz distribuindo punições para o seu cônjuge, mas você também não tem que cumprir nenhuma pena.

    Os princípios do cuidado mútuo e do diálogo saudável podem ajudar a reduzir a raiva em seu cônjuge.

    Traduzido e adaptado por Stael Metzger do original Loving safely: How to cope with an angry spouse.

Emily Christensen, Ph.D, vive com o marido em Oklahoma, Estados Unidos. Recebeu seu Ph.D em terapia de casais e família, e está estudando Hebraico e Estudos Judaicos. 

Website: http://www.housewifeclass.com

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