Como lidar com a esquizofrenia

? Veja a seguir como você pode lidar com uma pessoa que tenha esquizofrenia e ajudá-la.

Feb 26, 2013   |   135 views   |   43 shares
  • A esquizofrenia é um sério transtorno no funcionamento cerebral, é um tipo de sofrimento psíquico grave, caracterizado principalmente pela alteração no contato com a realidade. A pessoa tem momentos sozinha, olhar perdido, indiferente com os acontecimentos que a rodeiam ou sofre de alucinações e delírios, conversa com visões ou vozes.

    Ela se desenvolve de forma gradual de forma que as mudanças são praticamente imperceptíveis, sendo que só quando o comportamento é quase completamente diferente que ela é notada. Porém, como qualquer transtorno, existem exceções, onde a pessoa muda rapidamente em poucas semanas ou possui crises que trazem um ou vários sintomas ao mesmo tempo.

    Segundo alguns sites como o Psicosite, Minha Vida e Drazio Varella, a esquizofrenia varia de pessoa para pessoa, pois há diversos tipos e não se pode rotular alguém sendo que os sintomas psicóticos são particulares ao estilo de vida de quem a apresenta.

    A maioria das pessoas que são diagnosticadas com esquizofrenia ainda são jovens (fim da adolescência e início da vida adulta). A concentração, na maioria das vezes, é a primeira a ser afetada, seguida por tensão, desinteresse, insônia e o isolamento.

    O tratamento precoce não é capaz de prevenir e nem de adiar a doença.

    A esquizofrenia é uma doença extremamente complexa. A causa do transtorno é desconhecida, mas existem alguns fatores que podem influenciar. Veja:

    • Fatores genéticos.

    • Fator neurobiológico.

    • Fatores psicanalíticos – Sigmund Freuddisse que, “a ausência de gratificação verbal ou da relação inicial entre mãe e bebê conduz igualmente a personalidades frias ou desinteressadas no estabelecimento das relações”.

    • Fatores familiares.

    • Neurotransmissor – excesso de dopamina na via mesolímbica e falta de dopamina na via mesocortical (em outras palavras, raciocínio falho e sensações em excesso).

    A esquizofrenia traz grande dificuldade em distinguir as experiências internas das externas. A intensidade e o tempo de desenvolvimento de cada sintoma variam de pessoa para pessoa.

    Inicialmente, portadores do transtorno apresentam pelo menos dois dos seguintes sintomas:

    • Sensação de tensão ou irritabilidade.

    • Dificuldade para dormir (insônia).

    • Dificuldade de concentração.

    • Desinteresse no que antes gostava.

    • Sintomas depressivos.

    • Isolamento social.

    Com o desenvolvimento da doença, outros sintomas vão se desenvolvendo, como:

    • Apatia (falta de emoções).

    • Ilusões e alucinações.

    • Pensamentos desordenados (mudam o assunto sem finalizar o outro).

    • Ansiedade.

    • Crê que querem lhe destruir ou causar mal a quem ama.

    • Não consegue expressar suas ideias.

    • Expressões faciais bizarras.

    • Postura e músculos rígidos.

    E então surge a seguinte questão: como devo lidar com um familiar esquizofrênico?

    Segundo o Psicosite existem alguns conselhos importantes para os pais ou familiares lidarem com o doente e ajudar o mesmo, veja:

    • Reconheça os sintomas iniciais que possam indicar uma possível recaída.

    • Procurar por um médico psiquiatra o mais rápido possível.

    • Informar-se para saber como agir quando a pessoa estiver em crise ou para ajudar a não desencadear outra crise.

    • Estabelecer expectativas realistas para o doente.

    • Observar atentamente os sintomas para informar melhor ao médico.

    • Respeitar seus próprios limites, afinal, não tem como ajudar adequadamente se estiver precisando de ajuda.

    • Estabelecer uma relação amistosa, com objetivo e finalidade estabelecidos.

    • Estimular uma relação saudável entre ele, parentes e amigos.

    • Ser claro e objetivo, evitando duplo sentido.

    • Ter um ambiente emocionalmente estável em casa.

    • Ajudar a pessoa a seguir o tratamento à risca.

    • Monitorar o uso de remédios receitados pelo psiquiatra para diminuir a constância de novos sintomas e crises.

    • Ajudar a pessoa a ter uma vida mais saudável, não fazendo uso de drogas, álcool, cigarro, tudo o que influirá mentalmente com o efeito dos remédios prescritos, podendo assim, intensificar os sintomas.

    • Ter paciência.

    Ser pais de um jovem esquizofrênico é necessário ter em mente que ele precisará de ajudar e observação pelo restante de sua vida, portanto é imprescindível que a família apóie a pessoa para que ela aprenda a ser responsável, calma, autosuficiente no sentido de saber se cuidar, o que ingerir, e que tipo de vida levar.

    Casos extremos e sem controle interno e externo de esquizofrenia podem levar ao suicídio ou mesmo assassinato. É extremamente importante que as pessoas sejam acompanhadas por um psiquiatra que receitará remédios para o controle da doença e que a família observe de perto se a pessoa realmente faz o que precisa fazer. O uso prolongado do remédio não garante a melhora, mas sua falta pode reverter e aumentar o desenvolvimento da mesma.

    Uma pessoa com esquizofrenia é completamente dependente de ajuda e a família precisa estar consciente disso.

Tatiana tem grande paixão por escrever e pretende ajudar as pessoas com isso, ou entreter, no caso de seu blog http://inspiration-tatis.blogspot.com.br.

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