Vale a pena brigar por causa de divergências políticas, sociais ou culturais?

Internet aceita tudo, mas faríamos tanto alarde se estivéssemos frente à frente? Bondade tende a produzir mais bondade, enquanto o inverso também é verdadeiro.

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  • Quem é o meu próximo? Meu professor da Escola Dominical diz que o meu próximo é qualquer pessoa, muitas vezes vista como estranha, não importa sua classe social, idade, raça, religião ou visão política. Mas eu acho que o meu professor, e muitos de nós, deixou de fora o próximo mais importante - a família.

  • Meu próximo são todos que concordem ou não com minhas opiniões

  • Jesus foi questionado por um advogado: "E quem é o meu próximo?" (Lucas 10:29). Ele respondeu com a parábola do Bom Samaritano. Os judeus odiavam os samaritanos e também os samaritanos odiavam os judeus. Isso explica porque muitos judeus saíam de seu caminho para evitar passar por Samaria a caminho da Judeia ou da Galileia.

  • Na parábola, um homem foi espancado, roubado e deixado para morrer. O primeiro viajante a vê-lo foi um sacerdote judeu. Ele seguiu em frente, deixando o homem na estrada. O segundo viajante, um levita, fez o mesmo (Os levitas trabalhavam no templo e eram parte importante da religião judaica). O terceiro, um samaritano, parou e ajudou o homem cuidando de suas feridas e levando-o para uma estalagem próxima, com a promessa de pagar sua conta, quando voltasse.

  • Desde a adolescência, eu entendi que o meu próximo significava a pessoa que mora ao lado e qualquer estranho que eu pudesse encontrar. Recentemente percebi que esta parábola inclui os membros da família.

  • Por que eles são deixados de fora na discussão habitual sobre esta parábola? Acho que pela mesma razão que tendemos a tratar a família de forma diferente de como seria com um estranho. Por que são familiares e há uma sensação de segurança. Aprendemos que podemos confiar um no outro. Famílias, assim como o samaritano da história, se ajudam em momentos de necessidade. Precisamos tratar a família com a mesma cortesia que estendemos aos estranhos.

  • Famílias, amigos, colegas, desconhecidos no mundo real ou virtual possuem diferenças políticas, religiosas e culturais

  • Mas, você pode dizer, nós não concordamos um com o outro, brigamos o tempo todo. Sei que não deveria dizer isso, desculpe - mas, as famílias são assim. Eu percebi que a melhor maneira de esquecer as diferenças e discussões é servirmos uns aos outros ou servimos juntos a outras pessoas.

  • Pondere na maneira como você e outros já ajudaram em momentos de catástrofes. Muitos estranhos começam a trabalhar intensamente para cuidar das pessoas atingidas. Restaurar a normalidade é uma preocupação de todos que servem ao seu semelhante.

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  • Após o furacão Irene, minha irmã, filhos e eu fomos à Carolina do Norte para ajudar os nossos pais, nosso irmão e seus vizinhos. Doze metros de água, empurrados em direção a terra pelo furacão Irene, destruíram e danificaram muitas casas.

  • Sou grata aos muitos que doaram seu dinheiro e tempo para a Cruz Vermelha. Devido à sua ajuda não precisamos parar o trabalho para procurar por refeições nem achar um meio de prepará-las. Três vezes por dia, a Cruz Vermelha veio e nos forneceu a comida e água necessária para que pudéssemos dedicar nosso tempo na remoção dos escombros e limpeza de casas destruídas, dos materiais danificados e dos ainda aproveitáveis. As doações de desconhecidos ajudando desconhecidos, permitiu-nos ajudar com trabalho físico e com ouvidos prontos a escutar.

  • Demos ombros amigos para minha família e seus vizinhos chorarem, falarem e expressarem suas experiências e perdas. Minha família e eu crescemos ao despender esse tempo, não só com os meus pais e irmãos, mas também com aqueles aflitos buscando respostas à pergunta, e agora?

  • Vencer as diferenças servindo

  • Servir elimina as diferenças, exige sacrifício, cooperação e vontade de dar de si mesmo. Muitas pessoas descobriram que seus esforços também beneficiaram a eles próprios quando se perderam no serviço desinteressado aos outros.

  • No outro dia um post muito interessante apareceu na minha página do Facebook que me fez querer bater na minha cabeça e dizer "Por que eu não pensei nisso?". O post era sobre a Sacola de bênçãos. Os seguintes itens podem ser colocados em um saco plástico com zíper, ZipLok, que comporte todo o conteúdo. Os itens são sugeridos e podem ser adaptados às suas condições:

    • Lenços umedecidos (Algumas pessoas usam sabão. Escolha um sabonete que não tenha cheiro forte que poderia infiltrar os outros conteúdos)

    • Xampu

    • Hidratante

    • Protetor labial

    • Creme dental

    • Escova de dente

    • Desinfetante bucal

    • Band-aids

    • Pente

    • Garrafa de água

    • Luvas

    • Meias

    • Barras de cereal

    • Frutas

    • Castanhas

    • Biscoitos cream cracker

    • Balas

    • Ticket refeição (aproximadamente 10 reais)

    • Lista de recursos locais (Entidades de ajuda aos moradores de rua ou similares)

    • Frases encorajadoras

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  • Organizações, grupos ou mesmo sua família podem fazer sacolas como estas e levar para abrigos e para aqueles em necessidade. Uma grande recomendação é manter algumas em seu carro. Quando alguém pedir ajuda, você pode dar-lhe uma destas sacolas. Eu raramente ando com dinheiro e muitas vezes eu desejei ter algo para dar. Já fui buscar uma refeição e só ao voltar perceber que a pessoa em necessidade não estava mais lá.

  • A ajuda estendida à sua família e por sua família ao próximo se multiplica como sorrisos. Bondade tende a produzir mais bondade. A vida se torna mais gratificante quando você reconhece as necessidades de alguém e busca atendê-las. Aqueles que você abençoa tenderão a seguir o seu exemplo e fazer o mesmo. Perca-se em serviço, esqueça as diferenças e comece essa corrente de amor. Quem sabe até onde seu simples ato irá abençoar o mundo e, mais importante, a sua família e todas as outras.

  • Antes de criticar e falar mal, podemos servir e focarmos nas semelhanças ao invés das diferenças.

  • Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger do original Who is my neighbor?.

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Dennise Sleeper é mãe de 5 filhos e ama ensinar, ler e escrever. Em seu tempo livre gosta de passear pelo sul da Flórida com o marido, as crianças e os cães que adotou. 

Vale a pena brigar por causa de divergências políticas, sociais ou culturais?

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