Quem pouco ama, pouco se ama

Parece falta de amor, mas na verdade é baixa autoestima. Compreensão e amizade ajudarão o casal a vencer juntos essa fase.

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  • Quando amamos alguém é fácil perceber. O coração bate mais forte, a respiração fica mais rápida, os olhos brilham mais intensamente só em pensar na pessoa amada.

  • Infelizmente, nem sempre este amor é recíproco, ou ao menos é o que parece. O cônjuge pode se mostrar frio, distante, se importar pouco, não ter tempo para o casal ou a família, ser calado e transmitir poucos gestos carinhosos, ou nenhum.

  • Leia: 4 maneiras de saber se alguém realmente ama você

  • A primeira ideia é a de que não existe amor no coração dele. E por mais que o parceiro tente ajudar com demonstrações de afeto, a impressão transmitida é a de que se existia amor, está ruindo de vez.

  • Em muitos destes casos não é o amor a outra pessoa que morreu, mas seu amor-próprio que está fraco. A baixa autoestima acaba impelindo a pessoa que a possui a não conseguir demonstrar seu amor, a tratar o companheiro de forma rude e a evitar a presença dele.

  • Situações vividas desde a infância podem causar essa falta de amor-próprio. Elas incluem:

    • Críticas externas e autocríticas

    • Sentimento de culpa

    • Abandono e rejeição

    • Maus-tratos, abuso físico ou emocional, Bullying e comparações

    • Necessidades essenciais que não foram supridas

    • Frustração e insegurança

    • Cobranças

    • Medo

    • Rancor e raiva

    • Perdas

    • Dependências

  • Entender o que está acontecendo é o primeiro passo para que o casal consiga ficar próximo, afinal a pessoa que está sofrendo pode evitar contatos, conversas e até pode acreditar que não merece o amor do cônjuge, entrando em um estado cada vez mais deprimido. A compreensão e amor ajudarão para que ambos superem e continuem juntos.

  • Leia: Ideias para estimular a autoestima do cônjuge

  • O apoio é fundamental

  • Ser amigo, ouvir e ter tempo para a outra pessoa são atitudes salvadoras para o cônjuge. E quando ouvir, será comum que ele se diminua. Ao invés de ir contra, deixar que ele fale mais sobre seus sentimentos ajudará muito. Se ele diz que é sempre muito atrapalhado, que não consegue ajudar, melhor é perguntar por que sente isso do que dizer: Você não é atrapalhado e é um marido excelente. Sugerir buscar ajuda pode ser bom, mas é necessário muito tato antes de falar isso.

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  • Sair para fazer algo juntos também é ótimo. Especialmente se for um trabalho voluntário. Estar envolvido com pessoas que necessitam de ajuda melhora a autoestima de qualquer pessoa, afinal ela estará fazendo o bem e se sentirá importante.

  • Exemplo

  • Quando o cônjuge que está bem age de modo altruísta a respeito de si mesmo, o outro perceberá e desejará sentir-se bem da mesma maneira. Ter amor-próprio não significa ser orgulhoso, mas saber da importância que tem como ser humano, e que não é melhor que os outros. Dizer ao cônjuge que ele deve ser como você também não é uma boa ideia. A vida requer constante crescimento e isso pode ser mostrado através de metas traçadas e de aceitação individual.

  • Leia: 7 atitudes para melhorar a sua autoestima e reconquistar quem você ama

  • Às vezes o problema pode ser maior do que se imagina e o cônjuge não aceitará nenhuma ajuda, sua ou externa, podendo se tornar incontrolado ou abusivo. Especialistas poderão dar maior instrução em casos mais complicados ou que se tornaram insustentáveis.

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Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.

Quem pouco ama, pouco se ama

Parece falta de amor, mas na verdade é baixa autoestima. Compreensão e amizade ajudarão o casal a vencer juntos essa fase.
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