Amor obsessivo: como saber se seu relacionamento sofre disso

O comportamento pode se tornar um transtorno psiquiátrico e deve ser tratado, pois prejudica ambos. Aprenda a identificar esta relação nada sadia.

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  • O amor é um sentimento lindo, que traz alegria, paz e até mesmo motivação para alcançar algo que se deseja. Contudo, quando o amor se torna exagerado, traz ansiedade, medo, insegurança e se torna doença.

  • O amor obsessivo é um transtorno psiquiátrico que precisa ser tratado, pois é prejudicial para ambas as partes. Caracteriza-se geralmente por um cuidado excessivo de uma das partes que deixa de viver a própria vida para satisfazer e dedicar-se ao outro. O desejo de agradar e estar presente é intenso e desesperador, tanto que traz ansiedade e até dor física. Isso faz com que o parceiro se sinta sufocado e incomodado com a situação. Do outro lado, a pessoa acredita que seu amor não é correspondido e que está sendo abandonado. Então, começa a ter reações, como escrever cartas quilométricas expressando seu amor ou ligando várias vezes por dia para ter atenção do amado.

  • Quando o amor vira doença

  • Este comportamento começou a ser estudado mais profundamente na década de 90, quando o assédio a tenista Steffi Graf tomou proporções perigosas.

  • Um de seus fãs tinha este amor obsessivo pela atleta, acompanhava todos os jogos, tinha pôsteres em todo seu quarto, mandava constantemente cartas para ela e sua mãe. Em uma partida do German Open, Steffi Graf foi derrotada por Monica Seles - e o mundo caiu para este fã. Ele contou que a derrota o abalou tanto que pensou em tirar a própria vida.

  • Mas ele fez pior: cravou uma faca nas costas da tenista Monica Seles, porque queria que Steffi voltasse a ser a número um do mundo.

  • Isso despertou diversos estudos, um deles desenvolvido na Universidade Darmstadt, da Alemanha, que entrevistou 100 stalkers (nomenclatura utilizada para pessoas com obsessão por outras) para entender o que os leva a este comportamento.

  • Perfil

  • Apesar da perseguição ser frustrada, 4 a cada 5 stalkers disseram que iriam continuar atrás de seus alvos, afinal, acreditam que suas vítimas também querem ficar com eles. O maior motivo alegado era que "eles estavam ligados pelo destino".

  • Apesar de terem seus motivos e objetivos claros, isso não os faz feliz. Mais de 60% deles tem depressão, e um terço sofria de ansiedade, já tendo acompanhamento médico ou psicológico.

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  • Quanto mais próximo o relacionamento, mais perigoso é, sendo ex-parceiros os mais vulneráveis à perseguição.

  • Os primeiros sinais do amor obsessivo são:

    • Sentir uma falta terrível do parceiro por perto, sentimento tanto emocional quanto físico.

    • Quando está perto, quer dar de comer, vestir e cuidar do outro de maneira exagerada.

    • Quando está longe, quer manter o controle de todos os passos, por exemplo, liga 10 vezes por dia, cobrança acirrada para contar o que estava fazendo em todos os momentos.

    • Gasta tempo demais cuidando do outro e esquece de si mesmo.

  • Caso esteja em meio a uma situação dessas, busque ajuda profissional e instrua seu parceiro a buscar um psicólogo ou um médico. Se estiver correndo risco de vida, procure a polícia para que tenha uma determinação judicial para que a pessoa não possa se aproximar de você.

  • Neste estudo alemão, as vítimas também foram entrevistadas, e por estar em meio a esta situação estressante também acabam desenvolvendo algum distúrbio psicológico, como síndrome do pânico.

  • Por isso, quanto antes diagnosticar que sua relação não é mais saudável, procure ajuda profissional.

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Jornalista com experiência em redação de jornais e revistas. Mãe e esposa compartilhando experiências de vida!

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