Por que eu nunca julguei uma mãe

Um dos erros mais graves da humanidade encontra-se no julgamento. Antes de querer apontar erros é preciso conhecer a história, saber exatamente o que leva uma pessoa a fazer determinadas escolhas.

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  • Fiquei perplexa ao ler um artigo sobre crianças chinesas conhecidas como: "Deixados para trás". São aproximadamente 60 milhões. Os pais deixam seus filhos e lares na zona rural para trabalharem na cidade.

  • Segundo as autoridades chinesas, a situação não pode ser considerada como abandono, já que muitos são mantidos aos cuidados dos avós. Mas nem sempre é o que ocorre, pois muitos desses meninos e meninas não possuem um membro da família para cuidar. Eles vivem aos cuidados de irmãos mais velhos, muitos com a idade de 14 anos.

  • Ponderei muito sobre o assunto, e isso me fez lembrar a história de uma mãe que sacrificou tudo em prol do bem-estar de seus filhos.

  • A mulher foi expulsa de seu lar com seus 4 filhos, tendo o mais velho 8 anos e o caçula 4 anos, mas o marido não se importou e antes que ela deixasse a casa ele, desumanamente, colocou uma amante para ocupar seu lugar. Filha de portugueses falecidos, a brasileira atravessou, com poucos recursos, de um estado para outro até chegar na casa dos irmãos de sangue. A primeira coisa que fez foi arrumar trabalho e alugar uma casa simples, mas que trouxesse o conforto de um lar e lá ela viveu por anos. Trabalhou num restaurante por mais de 30 anos. A jornada de trabalho das 6:30 da manhã às 18:30 lhe custou a infância dos filhos.

  • A boa mulher casou-se novamente e teve mais um filho, mas o marido um dia saiu e nunca mais voltou. O filho mais velho assumiu o papel de homem da casa e cuidou dos irmãos. Mas, aos 19 anos, o caçula do primeiro casamento tirou a própria vida. O mais velho tornou-se alcoólatra por quase 20 anos, no entanto, a mãe lutou até vê-lo abandonar a bebida.

  • A mãe perdeu a esperança e alegria na vida, entretanto, ela permaneceu firme para prover o sustento da família e tornou-se a melhor avó do mundo para seus 15 netos.

  • Infelizmente a felicidade dela não estava nesta vida e no dia do aniversário de 33 anos do filho caçula, ele sofreu infarto fulminante, vindo a falecer. Um ano após o ocorrido, ela também faleceu do mesmo tipo de infarto.

  • Uma das coisas mais admiráveis nesta grande mulher foi a capacidade de seguir em frente, diante de tanto sofrimento, abandono e injustiças. Ela não fez nada heroico aos olhos dos homens, mas aos olhos de Deus e de sua família ela foi e será uma eterna heroína. A coragem de seguir em frente, sem deixar um filho para trás, foi o que a tornou tão especial.

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  • Quando alguém ousar julgar ou apedrejar uma mãe, tente se imaginar suportando o que elas suportam e sendo um pouco do que elas são; caso o faça, é certo que sentirá vergonha de si mesmo.

  • Algumas dicas abaixo do que são e da capacidade de suportar de muitas mães:

  • As verdadeiras mães são resilientes

  • As mães podem ser deixadas, humilhadas e até sangrarem pelo coração, mas elas nunca soltam as mãos dos filhos. Elas possuem a capacidade de superar todas as adversidades. São fortes o suficiente para se curarem de qualquer ferida em prol de seus filhos. Existe apenas o amor de Deus acima do amor de mãe, o restante é incomparável.

  • Uma mãe é capaz de criar um filho sozinha

  • Algumas pessoas recriminam muitas mães solteiras, as julgam sem sequer conhecer sua história. Essas pessoas não têm noção de como é sofrido ser mãe solteira e os muitos sacrifícios que são feitos para manter, prover e proteger o lar.

  • Às vezes as mães solteiras também desejam ser abraças e cuidadas, mas guardam suas vontades e desejos no mais profundo âmago da alma para abraçar e cuidar dos filhos, pois elas sabem que são tudo o que eles têm.

  • Nem sempre é escolha de uma mulher ser uma mãe solteira, muitas acreditavam em seus companheiros. Elas se casaram, tentaram fazer dar certo, o problema é que nem sempre há homens comprometidos com a família.

  • A mulher mãe divorciada

  • Há um número muito grande de mulheres divorciadas que são abandonadas por seus parceiros. Elas planejaram suas vidas, construíram seus sonhos ao lado do cônjuge, no entanto, um dia acordaram com a casa vazia, perceberam que só elas sonharam e investiram no lar. Muitas delas tornam-se duras demais, já que as feridas causadas pela separação são extremamente profundas, mas elas não permitem que suas dores sejam maiores do que os deveres para com a família, elas permanecem firmes no trabalho sagrado de mães.

  • Todas nós teremos que enfrentar dificuldades em nossas jornadas como mulheres, algumas enfrentarão mais, outras menos. Contudo, que nenhuma de nós percamos o foco de nos mantermos firmes sob quaisquer circunstâncias em nossos chamados de mães.

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Roberta Preto, 33. Formada como tradutora e intérprete, escritora, mãe. Apaixonada pela vida, em uma eterna busca por conhecimento. Espero que minhas palavras possam ser uma luz na vida das pessoas. Sonho em ajudar a humanidade a tornar-se livre da escravidão da ignorância.

Por que eu nunca julguei uma mãe

Um dos erros mais graves da humanidade encontra-se no julgamento. Antes de querer apontar erros é preciso conhecer a história, saber exatamente o que leva uma pessoa a fazer determinadas escolhas.
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