Palmadas... São eficazes mesmo?

Há controvérsias. Para impor autoridade é necessário bater? Você não pode perder este artigo e estas dicas infalíveis!

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  • Quem ama educa. E há controvérsias que as palmadas educam.

  • Tenho conhecidos que castigam, alguns dão palmadas, outros dão cascudos. Confesso que em todos os casos pude ver o medo nos olhos das crianças. Então, decidi criar minha filha com respeito.

  • É certo que a educação começa em casa e no berço. Se os pais não impõem limites no filho desde bebê, ele com certeza se tornará uma criança e um adulto sem limites. É claro, tudo se começa de forma gradual. Vou explicar:

  • Um bebê, embora você explique e explique, ele não tem a capacidade de entender o que você diz, então, suas ações são muito mais eficazes. Se está quase na hora dele dormir, e ele tem a rotina de jantar, tomar banho e ser colocado na cama, e você está enrolada com seus afazeres e não preparou o banho ou a janta, o bebê sairá da rotina, isto o deixará estressado e ele saberá que algo está errado. Por mais que você explique que algo atrasou ou deu errado no seu dia, ele não vai entender. A única coisa que ele entende no momento é que ele está com sono e com fome e nada está pronto.

  • Então, para não ficar estressada ou irritada, o primeiro ponto é: Organize-se. Não adianta dar uma palmada no bebê neste momento. Ele está chorando e lhe deixando irritada, pois o que ele quer não está pronto.

  • Se a criança já é um pouco maior e faz birra, é interessante a conversa. Não é bom que a criança sinta medo ou que apanhe porque quer um brinquedo que não pode ter. Explique porque ela não pode ter. Exponha todos os motivos. Se um dos motivos for a questão financeira, comece a administrar uma mesada (mesmo que seja dinheiro fictício) e cada coisa que ela quiser gastar você explica que sairá da mesada, então, quando ela quiser algo mais caro ela precisará juntar para adquirir. Assim, você ensinará a seus filhos o princípio de autossuficiência, e evitará brigas e birras em lojas e mercados toda vez que precisar sair.

  • Se seu filho for maior que um bebê e pequeno demais para entender sobre uma mesada, converse com ele. Temos o grande defeito de achar que as crianças são pequenas demais para entender o que falamos e explicamos. Explique a situação na linguagem da criança. Se ela quiser uma boneca, por exemplo, explique-a que naquele dia você não poderá comprar, mas enquanto vocês estão no mercado ela pode carregar a boneca. No entanto, na hora de ir embora, vocês precisarão devolver. Se você acha que a criança não entenderá esta explicação, você acha realmente que ela entende uma palmada?

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  • A força geralmente não vem seguida de explicação. Ela sim, vem seguida de sentimentos como o medo, ameaça e insegurança. Quem o faz, se sente vingado; mas depois, culpado.

  • Então, por que não resolver os conflitos com uma boa conversa?

  • Se algo é recorrente, sente e converse antes de sair de casa. Não ache que algo será solucionado somente por estar acontecendo por várias vezes.

  • Não deixe as coisas virarem uma bola de neve. O diálogo com seus filhos desde a primeira infância estreita relações e isto ajudará seu relacionamento lá na adolescência.

  • Crianças e adolescentes bem resolvidos consigo mesmos se tornam adultos mais confiantes, pois seus ciclos foram todos fechados.

  • Crianças que aprendem a dialogar com seus pais, pois adquirem confiança, não medo, são mais autoconfiantes.

  • Se em nosso trabalho, faculdade ou qualquer lugar que estamos inseridos alguém nos incomoda, irrita ou não age de acordo com o que estamos pedindo, nós precisamos aceitar ou falar novamente. Por que com nossas crianças queremos impor autoridade e bater? Dar palmadas? Cascudos?

  • Seria bem interessante ver em nosso trabalho nossos colegas dando cascudos uns nos outros ou nosso chefe sendo espancado.

  • Fazemos isso com as crianças porque elas não têm poder de revidar, e no momento em que descarregamos nossa raiva e frustração de não termos sido ouvidos e obedecidos, descontamos este conflito em cima de alguém que não terá direito de revidar, ou tem. Você já viu uma criança de 3, 4 anos querendo bater na mãe? Eu já presenciei várias cenas tristes como esta.

  • A criança é um livro em branco. Ela tem seu senso comum sendo moldado a cada passo que damos. Costumo dizer, a cada grito, a cada palmada, ou, a cada conversa.

  • Se dialogamos, esta criança crescerá um adulto bem resolvido, pronto para as questões do mundo. Um pai amoroso que saberá respeitar sua mulher, e uma mãe bondosa e amável que saberá educar seus filhos. Reproduzimos o que vemos e ouvimos. O que queremos deixar para nossos filhos?

  • Muitas crianças se tornam agressivas, mordem, empurram e agridem outras, pois vivenciam a violência doméstica. Apanham por qualquer motivo, ou, sofrem bullying até mesmo dentro de suas casas.

  • Muito se enganam ao pensar que o bullying é feito somente por coleguinhas na escola. Muitos pais também praticam o bullying. Ele muitas vezes pode ser uma forma de palmada, uma palmada que não deixa marcas no corpo, mas na mente e na alma.

  • Por outro lado, um dia minha filha chegou em uma sala que nunca havia ido antes, só havia crianças entre 2 e 3 anos lá. Ela estava agarrando minha mão como se implorasse por ajuda, e então, para minha surpresa, apareceu uma menininha que deveria ter uns 3 aninhos, mal falava. "Oi? Nicky eu", disse ela. Imaginei que o nome dela era Nicky, e então ela estendeu a mão pra minha filha, a convidando para brincar.

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  • E lá estávamos nós, novas no pedaço, no entanto, já interagindo com uma criança altruísta de 3 anos que poderia muito bem estar mais preocupada com pegar um brinquedo.

  • Nossos filhos são o que ensinamos, são o que somos, o que mostramos a eles.

  • Então, após alguns argumentos sem resultado, que tal perguntar: Você quer ficar de castigo? Ao invés de afirmar: Você vai apanhar! Quando nos encontrarmos em algum conflito dentro de casa ou em algum local onde estes pequenos não queiram nos dar atenção e não tenham a mínima vontade de obedecer outra vontade a não ser a deles.

  • Mas, não somente pergunte: demonstre autoridade, coloque o pequeno de castigo, retire algo temporariamente que ele goste. Desligue a televisão, o videogame, o brinquedo, qualquer coisa que ele esteja fazendo no momento. E, após o tempo estabelecido acabar, retorne, explique que o castigo acabou e explique novamente o motivo que o fez ficar de castigo. Faça as pazes, dê um abraço, peça um beijo. Esta com certeza é minha parte preferida!

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Hevelyn Klegues é casada, mãe de uma boneca linda e formada em massoterapia. Seus principais livros de cabeceira são sobre como lidar com pessoas, como ser e formar líderes. Quando não está viajando, adora assistir a filmes e seriados de ação e suspense. Ama ler, passear ao ar livre e viajar com a família.

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