Como banhar seu gato em casa (VÍDEO)

Dar banho em seu gatinho não é sinônimo de arranhões e fugas arriscadas. Veja como fazer seu bichano se estressar menos com esse processo.

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  • Os gatinhos não são muito fãs de água, mas precisam de banhos, em especial os de raça de pelos longos como os persas. Para que estes eventos não sejam motivo de estresse para seu amigo, você deve acostumá-lo desde cedo a se banhar (cerca de três meses de idade). Mas, se ele chegou até você já adulto e não tem histórico de banhos, não se preocupe: há meios de fazê-lo sentir menos receio dos banhos.

  • Os felinos não precisam tomar banho toda semana. Eles são “autolimpantes”, por assim dizer. Sua língua áspera é capaz de limpar adequadamente seus pelos sempre que necessário. Contudo, se seu gato é obeso ou possui pelos muito longos e densos isso pode não ser o suficiente. As regiões íntimas do animal podem necessitar de ajuda para serem limpas. No dia a dia, você pode utilizar lencinhos umedecidos, mas precisará banhá-lo de vez em quando (o intervalo entre os banhos poderá ser instituído por seu veterinário). Outro motivo para banhá-lo, neste caso sugiro um profissional, é a formação de nós de pelos em regiões do corpo. Esses nós podem, ao ser lambidos pelo animal, deixar a pele úmida e provocar lesões, exigindo tosa e tratamento local.

  • Outro ponto importante (e muito pessoal, devo dizer) está relacionado aos chamados banhos terapêuticos. Estes são receitados por dois motivos: contra parasitas externos (pulgas e carrapatos) e para tratamento de problemas de pele. Se seu veterinário acredita que seu animal necessita desses banhos, faça-os com profissionais especializados, pois os produtos utilizados são altamente tóxicos. Eu particularmentenão faço uso deles, pois prefiro outros métodos atóxicos que não necessitam de banho. Quanto ao segundo objetivo, dependendo da doença, os banhos podem ser a chave para a cura e muitas vezes podem ser dados em casa.

  • As dicas que darei aqui não envolvem tosa nem secagem profissional em casas de banho e clínicas veterinárias. Este artigo tem apenas a intenção de instruir o leitor que tem um gatinho em casa a banhá-lo adequadamente para que ele fique limpinho, não se traumatize com o processo e não apresente doenças ou irritações por causa dele.

    1. Prenda o animal em casa: ao notar que o local para banhá-lo está sendo preparado, o gatinho tende a fugir. Portanto, não o deixe escapar para a rua, senão o banho daquele dia não vai acontecer.

    2. Separe o necessário ao banho: o ideal é poder dispor de um boxe com chuveirinho, pois você não precisa ficar segurando o gatinho (ele se estressa bem menos e não pode fugir) e você pode usar água morna em quantidade que não o assuste para lavá-lo; shampoo, algodão, toalhas secas e macias (duas de banho, pelo menos, se for um gato adulto). Caso você não tenha chuveirinho, separe dois baldes grandes totalmente livres de resquícios de produtos de limpeza. Você vai colocá-los dentro do boxe e enchê-los com água morna. Com um copo, você irá utilizar a água de um para lavar e a do outro para enxaguar o gatinho (não pode restar nada de shampoo no pelo, pois ele irá se lamber depois do banho.

    3. Preparando o gatinho para o banho: se seu animalzinho não está acostumado a tomar banho, ele deve estar muito bem escondido a esta altura. Depois que você trazê-lo ao banheiro, com carinho e tranquilidade, explique a ele que é hora de se limpar. Inicialmente, tampe seus condutos auditivos com bolinhas de algodão. Isso é muito importante. Vou explicar aqui, mas você deve pedir ao seu veterinário que demonstre a você. Faça pequenas bolas de algodão com as mãos. Elas não podem ser muito grandes, pois devem ficar presas na entrada dos ouvidos do gato, se forem pequenas demais, além de se aprofundarem pelo conduto (e precisarem de ajuda veterinária para serem retiradas) vão permitir que a água entre e provoque inflamação. Feito isso, coloque o gatinho no boxe e feche a porta. Se ele se estressar com o banho, você deve ser rápido. Comece jogando água da cauda para a cabeça, abaixando as orelhas de forma a tampar os condutos para não molhar os algodões. Molhe a barriguinha. Ensaboe (não exagere no shampoo, senão demora muito para retirar). Molhe mais onde achar que precisa e ensaboe mais um pouco. Retire todo o shampoo delicadamente. É normal que ele ande pelo boxe e mie pedindo para sair, mas você precisa ter paciência. Pegue a toalha, enrole-o e seque-o. Retire os algodões dos condutos. Se for um dia de sol, deixe-o terminar a “autossecagem” em ambiente aberto. Senão, apenas não deixe que ele pegue friagem.

    4. Secador: o secador é um dilema. Se seu gatinho foi acostumado a se banhar desde pequeno e a se secar com secador, após o uso da toalha, não há problemas em usá-lo. Mas dificilmente um gato adulto irá aceitar esse aparelho, devido ao barulho e à sensação do fluxo de ar em seus pelos e pele. Lembre-se sempre de não usar ar quente, pois a pele do animal é muito sensível (no inverno, ar morninho pode ser bem-vindo desde que distante do animal).

    5. Caso seja necessário banhar gatos de pelos longos em casa, certifique-se de que você tem uma escova específica para esses animais à disposição. Penteie seus pelos antes do banho (para retirar possíveis nós – se não conseguir, corte-os) e enquanto ele é secado, deve ser penteado novamente (se ele é acostumado a banhos profissionais, não deve se estressar com secadores). Sugiro que peça ajuda de outra pessoa. Enquanto alguém segura o secador, você escova os pelos.

    6. Limpeza das orelhas e corte de unhas: muitos profissionais fazem esses procedimentos antes do banho. Quando o banho ocorre em clínicas e pet shops, creio que essa é a dinâmica mais acertada. Já, em casa, quando é o dono que dá o banho, limpar as orelhas e cortar as unhas (se necessário) pode ser deixado para o final. Depois que o gatinho estiver seco e, o mais importante, desestressado, faça o seguinte para limpar suas orelhas: pegue uma lâmina de algodão e envolva a ponta do dedo indicador; passe-o em movimento circular pela orelha do animal, você não vai aprofundar o dedo para o conduto (se tiver dúvida, peça para seu veterinário demonstrar), evite usar produtos para limpeza em casa. Já para o corte de unhas, quero deixar registrado aqui que cortar unhas em casa não é uma prática interessante, pois as unhas são locais por onde passam nervos e vasos sanguíneos, exatamente como nos seres humanos. Se as cortarmos de forma errada, vão doer muito, muito e vão sangrar demais. Para fazer um paralelo, seria como cortar a nossa unha “na carne”. Portanto, quando julgar necessário, leve a um profissional veterinário qualificado e observe como ele faz. As unhas do animal (seja gato, cão ou qualquer outra espécie) jamais podem sangrar se estiverem sãs.

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  • Seu animal merece carinho e atenção para que esteja sempre saudável e seja um complemento para sua família.

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Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.

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