Como lidar com depressão e ansiedade durante a gravidez

Contar os meses ou semanas já deixa qualquer mãe ansiosa, imagine aquelas que já sofrem de ansiedade? E as deprimidas?

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  • Em nenhuma situação na vida é fácil lidar com depressão e ansiedade e isso tudo se agrava na gravidez. Esses problemas afetam a gravidez de maneira severa, aumentando o risco de parto prematuro. Se não forem tratados ou controlados, interferem no desenvolvimento normal do bebê.

  • Definindo depressão

  • A depressão é uma doença e este é um fato. Muitas pessoas confundem essa doença com problemas emocionais passageiros como tristeza, desânimo ou cansaço. Embora esses problemas façam parte ou sejam consequências do quadro de depressão, não são depressão.

  • Por que é doença?

  • Segundo o dicionário de significados, doença é um conjunto de sinais e sintomas específicos que afetam um ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde.

  • Nesse sentido, a depressão é uma doença, pois apresenta sinais e sintomas específicos e altera o estado normal. E de acordo com especialistas existem evidências de alterações químicas no cérebro do deprimido em relação aos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis pelo bem-estar. Devem ser repostos com medicamentos prescritos por um médico.

  • Definindo ansiedade

  • A ansiedade é uma reação normal do organismo dos animais que os prepara para perigos iminentes, fazendo-os entrar em ação. O problema está no excesso ou na não existência do perigo ou situação de risco, sendo estes apenas imaginários.

  • A ansiedade pode ser paralisante e afetar de maneira patológica o indivíduo. Em quadros de ansiedade leve, o tratamento pode ser psicoterapia. Quando afeta de maneira grave a vida do paciente, deve-se utilizar medicamentos.

  • Depressão e ansiedade na gravidez

  • Com as mudanças hormonais, a mulher saudável já experimenta oscilações de humor, alternando entre lágrimas e risos. Como se já não fosse suficiente ter que se adaptar às responsabilidades, incertezas e cuidados, essas alterações hormonais podem fazer surgir ou agravar quadros psiquiátricos preexistentes.

  • O alarme vem quando a gestante simplesmente não sente alegria nem prazer por estar grávida, chora demasiado, medo ou culpa injustificados, desinteresse por esse período, irritabilidade, entre outros.

  • Segundo o Dr. Joel Rennó Junior, coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa da Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria em artigo neste site:

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  • "Por mais contraditório que pareça, muitas pacientes apresentam tristeza ou ansiedade em vez de alegria nessa fase. Os limites entre o fisiológico e patológico podem ser estreitos, gerando dúvidas em obstetras, clínicos e psiquiatras."

  • Ainda de acordo com o artigo, existem fatores atuantes e estressores durante a gravidez que contribuem para a instabilidade emocional da gestante, tais como instabilidade no relacionamento conjugal, gravidez de risco, dificuldades financeiras, ou histórico de depressão ou de traumas anteriores como abusos, físicos, sexuais e ou de drogas.

  • Qual o risco?

  • Toda gestante que apresenta o quadro depressivo/ansioso durante a gravidez deve ser tratada, pois o não tratamento pode trazer problemas como o não comparecimento ao pré-natal, uso de substâncias nocivas como álcool ou drogas, tabaco, a ter um padrão anormal de sono e deficiências nutricionais.

  • Segundo o site Minha vida, há uma relação entre ansiedade e complicações no parto como a pré-eclâmpsia, já que a ansiedade atua no aumento da pressão arterial.

  • Além disso, ainda de acordo com o site, há o risco de "aborto, morte neonatal, parto prematuro, baixo peso ao nascer, baixo APGAR (teste feito no bebê recém-nascido), maior uso de UTI neonatal e mais dificuldade na formação do vínculo mãe-bebê."

  • Como lidar com o problema?

  • Os conselhos do psiquiatra Eduardo Navajas Jr. para a gestante que enfrenta esse delicado problema é para que o ginecologista, ao perceber o problema, encaminhe a gestante para a psiquiatria e psicologia para confirmação do diagnóstico.

  • Se houver necessidade, haverá a prescrição de medicamento adequado ao período gestacional.

  • O tratamento deve ser rigoroso, pois o não tratamento da depressão e ansiedade durante a gravidez pode acarretar a depressão pós-parto.

  • Além disso, a ginecologista Sue Yazak Sun aconselha a gestante a "conversar com amigos, dividir tarefas, descansar e reduzir a carga de trabalho" e livrar-se de situações estressantes. Segundo a Dra. Sue, "é melhor depositar a carga no chão e ficar mais leve, mais sossegada. Por você e por seu bebê."

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Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.

Website: http://tedandoumaideia.blogspot.com.br/

Como lidar com depressão e ansiedade durante a gravidez

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