5 métodos anticoncepcionais sem hormônios e seus benefícios

Mesmo com a diminuição das dosagens de hormônios, os efeitos colaterais da pílula permanecem e muitas mulheres precisam buscar alternativas.

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  • A pílula anticoncepcional já é uma velha conhecida que está entre nós desde o início dos anos 60. Revolucionária em muitos sentidos, a pílula mudou costumes sociais e sexuais, deu às mulheres o poder de controlar o número de filhos e entrar no mercado de trabalho. Tendo se tornado já uma "cinquentona", a pílula é o mais popular contraceptivo chegando a ser usado por 100 milhões de mulheres em todo o mundo.

  • Hormônios e efeitos colaterais

  • A pílula, quando foi lançada, tinha altas dosagens hormonais que foram sendo diminuídas ao longo dos anos, hoje, segundo o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente das federações latino-americana e brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, as marcas do mercado chegam a ter quantidades 160 vezes menores de hormônio em relação às primeiras pílulas".

  • Mesmo com a diminuição das dosagens de hormônios, os efeitos colaterais da pílula permanecem e se acumulam. As usuárias estão sujeitas a:

    • Acidente vascular cerebral (AVC)

    • Infarto do miocárdio

    • Ganho de peso

    • Retenção de líquido,

    • Oscilações do humor

    • Sensibilidade nas mamas,

    • Náuseas

    • Dores de cabeça

    • Redução na libido

  • Alternativa saudável?

  • Para as mulheres sensíveis aos hormônios, que estão em grupo de risco como as diabéticas, hipertensas, as com histórico de câncer ginecológico ou qualquer outra situação que as impeça de usar os contraceptivos hormonais, existe a opção dos métodos não hormonais.

  • Os métodos anticoncepcionais sem hormônios são aqueles em que não se utiliza pílulas ou qualquer outro medicamento ou dispositivo com carga hormonal. Alguns são muito eficientes, outros menos e tem aqueles que são pouco eficientes.

  • De acordo com o site ginecológico Gineco, são classificados como:

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  • Muito eficientes

  • 1. DIU - Dispositivo intrauterino

  • Seu índice de falha fica em 0.1%. O DIU é um pequeno objeto feito de polietileno que exerce efeito contraceptivo dentro da cavidade uterina. Existe o dispositivo medicado, ou seja, com hormônio, mas aqui a referência é ao não medicado (ou inerte), que é apenas feito de polietileno. É colocado pelo ginecologista, pode durar de 5 a 10 anos e ser retirado a qualquer momento se for desejo da paciente.

  • Benefícios do uso do DIU

    • É bastante eficaz

    • É um método reversível

    • Não interfere na vida sexual

    • Não tem efeitos colaterais

    • Tem longa durabilidade

  • Eficientes

  • 2. Preservativo

  • Tanto o feminino quanto o masculino, têm baixo índice de falha — entre 8% e 20%. Além disso protegem contra DSTs.

  • Benefícios

    • Não há carga hormonal

    • São fáceis de se conseguir (são dados gratuitamente no SUS)

    • Simplicidade no uso

    • Não tem efeitos colaterais

  • 3. Diafragma

  • "É um anel flexível envolvido por uma borracha fina" segundo o site Gineco e tem também baixo índice de falha - 8% a 20%. No entanto, sua colocação é mais complicada que a do preservativo, já que envolve posicionamento correto e uso de pomadas espermicidas.

  • Benefícios

    • Não há carga hormonal

    • Não tem efeitos colaterais

  • Pouco eficientes

  • 4. Método do muco cervical

  • Com o índice de falha entre 10% a 20%, o método do muco cervical é menos eficiente do que o preservativo e o diafragma. O muco cervical é uma secreção natural do colo do útero parecido com clara de ovo. Durante o período fértil, ele se torna mais espesso. O controle da concepção consiste em evitar as relações sexuais sem proteção durante essa fase.

    • Não há carga hormonal

    • Não tem efeitos colaterais

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  • 5. Tabelinha

  • Segundo o médico ginecologista da Unifesp Ivaldo Silva, a tabelinha que tem índice de falha entre 10% e 20% funciona, mas deve ser feita junto com seu ginecologista para diminuir o risco de falhas. Além disso, a mulher tem que ter um ciclo menstrual muito regular. Ela precisa saber exatamente o dia que irá ovular e evitar as relações sexuais 5 dias antes da ovulação e 5 dias depois.

    • Não há carga hormonal

    • Não tem efeitos colaterais

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Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.

Website: http://tedandoumaideia.blogspot.com.br/

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Mesmo com a diminuição das dosagens de hormônios, os efeitos colaterais da pílula permanecem e muitas mulheres precisam buscar alternativas.
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