Se seu cônjuge diz isso com frequência, seu casamento está com os dias contados

Essas coisas matam o amor, o respeito e a alegria de uma vida a dois.

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  • Quem nunca disse algo que magoou a pessoa amada e depois se sentiu culpado? Quando isso acontece esporadicamente, um pedido de desculpas sincero e o cuidado para não repetir o que foi dito ajuda a sarar as feridas e restabelecer a harmonia conjugal. Entretanto, quando as hostilidades viram rotina, não há casamento que resista.

  • Em um artigo publicado no site Psychology Today, a Ph.D em psicologia e terapeuta de casais Randi Gunther ressaltou a importância de o casal de escolher muito bem as palavras que usa para se comunicar, especialmente durante uma discussão, pois certas palavras ferem profundamente, causam aflição e distanciamento entre os dois.

  • Ela classificou as hostilidades ditas entre casais em seis categorias:

  • 1. Assassinos de caráter

  • São palavras ditas com a "intenção de ferir, depreciar e desmoralizar. (...) Dizem às pessoas que elas são intrinsecamente ruins, incompetentes ou sem valor", disse Gunther.

  • Exemplos

  • "Você não presta!", "Você é uma louca!", "Você não tem capacidade de fazer isso/nada!", "Você é burro, um coitado!".

  • 2. Ameaças de abandono

  • São palavras ditas com o intuito de fazer o cônjuge se sentir inútil e não mais necessário.

  • Exemplos

  • "Não me importo mais com você!", "Não te aguento mais, desisti!", "Não preciso mais de você!", "Estou perdendo meu tempo com você!".

  • 3. Ameaças de exílio

  • A psicóloga diz que a ameaça de exílio "é mais ameaçadora, para a maioria das pessoas, que o abandono." É dizer à pessoa para sair da sua vida, mesmo sem a intenção de mandá-la embora definitivamente. Ameaças sucessivas de exílio poderão ser levadas a sério, resultando no término do relacionamento.

  • Exemplos

  • "Eu não te aguento mais!", "Vá embora!", "Por que você não volta para a casa de seus pais?", "Por que você não volta para ele?".

  • 4. Invalidações

  • Gunther explica que apesar de parecer, de certa maneira, com os assassinos de caráter, as invalidações "não atacam o caráter do parceiro. Elas têm, em vez disso, a intenção de invalidar os argumentos de seu parceiro e torná-los menos convincentes. Concentrando-se nas contradições e fraquezas [do outro, a pessoa tenta] neutralizar a sua vantagem, ou se sentir superior na discussão".

  • Exemplos

  • "Que idiotice você está dizendo!", "Você não faz nada direito!", "Você não entende nada!", "Você não sabe o que está falando!", "Nem perco meu tempo te ouvindo!".

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  • 5. Desafios hostis

  • "São perguntas ou declarações feitas com sarcasmo ou desafio", nunca com a intenção de conhecer o ponto de vista do outro. Tem o propósito de desafiar os direitos básicos do outro de sentir, pensar ou se comportar de determinada maneira.

  • Exemplos

  • "Você é um idiota, não tem argumento melhor?", "Não acredito que você pensou que conseguiria me convencer!", "Você é totalmente sem noção!", "Nada a ver! Como tem coragem de justificar algo tão estúpido?".

  • 6. Sermões

  • O cônjuge age como pai ou mãe; dá ordens, aponta o dedo, cita autoridades e faz o outro parecer uma criança.

  • Exemplos

  • "Essa é a última vez que eu vou dizer isso!", "Estou cansado de dizer como é que se faz!", "Você não aprende, mesmo!", "Parece uma menina mimada/filhinho da mamãe!", "Vê se cresce!".

  • Hostilidades como estas geram raiva, distanciamento e muitas lágrimas. A menos que o casal passe a medir bem o que é dito, pensar no significado de cada palavra, as palavras hostis serão "arremessadas" como granadas para minar a relação.

  • Gunther sugere que o casal examine, junto, cada palavra hostil proferida e sugira a seu parceiro de que maneira aquilo poderia ter sido dito sem que soasse ofensivo. "Parceiros que estão dispostos a trabalhar [em prol da relação] podem desfazer a 'espiral negativa'. É preciso tempo e paciência, mas o resultado final vai valer a pena o esforço."

  • Para saber o que dizer a seu marido ou mulher, e tornar seu casamento cada dia melhor

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

Se seu cônjuge diz isso com frequência, seu casamento está com os dias contados

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