Como os filhos reagem ao divórcio

Em cada fase da infância ou adolescência a situação será enfrentada de maneira diferente.

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  • A dissolução da família não é desejada por ninguém, porém, há casos onde não há o que fazer para mudar o quadro. Todos os familiares são prejudicados, aquele que quer sair do convívio familiar, o que fica com a maior parte da carga para cuidar dos filhos, as crianças e adolescentes e outros parentes próximos. Todos sofrem com as mudanças que acompanham a triste decisão.

  • Filhos normalmente são os mais afetados com o acontecimento. E cada uma lidará de uma forma peculiar aos fatos. Psicólogos indicam como a maioria deles enfrenta o divórcio de acordo com a faixa etária.

  • Bebê

  • Até por volta dos 3 anos de idade os pequenos ainda não têm muita referência de estrutura familiar. São muito dependentes e aceitam os cuidados de quem se dispor. Possuem em sua maioria uma ligação maior com a mãe que os gerou e desenvolvem amor e convivência aos poucos. A importância de manter o contato com ambos genitores é fundamental, apesar de poder causar desentendimento o fato de em alguns dias estar em uma casa e outros com outra família. Estar atento a mudanças de comportamento que podem revelar que o bebê não está conseguindo assimilar toda a situação e ficando confuso é importante para seu desenvolvimento permanecer a contento.

  • Pré-escolar

  • Nesta fase eles já possuem laços familiares e podem ficar muito confusos com tudo. Fazem muitas perguntas e quando ambos os pais realmente se preocupam com o bem-estar da criança elas serão respondidas com sinceridade e cuidado para não prejudicar a visão que a criança tem de seus pais. Eles percebem o sofrimento dos adultos, mas não conseguem lidar bem com isso. Podem mudar muito o comportamento sendo mais obedientes, tentando "consertar" o casamento ou agindo de forma mais agressiva. É comum crianças voltarem a fazer manha, xixi na cama e outras formas comuns de regressão com o intuito de fazer voltar a ser como era antes da separação. Eles podem presumir que foram abandonados, por isso é muito importante que ambos os pais participem de sua vida.

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  • Escolar

  • Eles sentem muita insegurança e receio do futuro, querem saber como ficará sua vida, as festas de final de ano, férias, relações com outros familiares, sua vida na escola, o que seus amigos vão dizer, entre outras questões. Eles podem guardar estas dúvidas para si com vergonha de perguntar e machucar ainda mais os pais, e isso normalmente causa angústia e sofrimento a eles. É importante estar atento ao comportamento e explicar da melhor forma possível que tudo ficará bem.

  • Pré-adolescência

  • Uma criança nesta fase de transição, deixando de ser criança para ser adolescente, costuma fantasiar muito sobre a reconciliação dos pais. Também oscila em suas atitudes, ora sendo mais infantil, ora mais madura. Agressividade e birras poderão fazer parte do comportamento. Se houver regras estabelecidas e comunicadas para o filho desta idade, a situação será mais bem enfrentada. Atenção ao rendimento escolar mostra que eles não estão lidando muito bem com a situação.

  • Adolescência

  • As rebeldias comuns desta fase podem ser acentuadas pelo fato deles não aceitarem a situação familiar. Baixo rendimento escolar e problemas de aprendizagem podem surgir devido à preocupação excessiva com o divórcio. Sentimento de culpa pelo ocorrido é grande e os pais podem ajudar aliviando a carga deles conversando e mantendo o contato de ambos os pais. É comum eles escolherem um e desprezarem o outro ou não aceitarem ter que ir à casa do outro genitor. Ser firme e ter muita paciência é importante para não prejudicar ainda mais sua autoestima.

  • Filhos precisam de apoio e muito amor dos seus pais para conseguirem superar um divórcio. Assim como não é bom para os filhos permanecerem em um lar com gritos e desrespeito, um divórcio também pode causar traumas e afetar seu desenvolvimento e planos para o futuro. Eles podem temer um casamento ou acreditar que não existe amor verdadeiro. Cabe aos pais amenizar a situação tentando tornar menos difícil possível, sendo honesto com seus filhos, não criticando o ex-cônjuge, agindo com serenidade e firmeza, mantendo as regras e expressando seu amor sempre.

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Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.

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Em cada fase da infância ou adolescência a situação será enfrentada de maneira diferente.
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