Mulher dá à luz trigêmeos, mas todos ficam espantados como os bebês são diferentes dos pais

Como é possível uma mulher dar à luz filhos ADOTIVOS e de outra etnia?

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  • Em um artigo publicado em The Washington Post, Aaron Halbert conta os motivos para ele e a esposa decidirem formar uma família multiétnica e o que tornou possível sua esposa conseguir engravidar de filhos adotivos e de outra etnia.

  • Aaron cresceu em Honduras. Seus pais moraram por anos naquele país para prestar um serviço religioso. Desde muito cedo ele já tinha consciência da diversidade étnica, e achava isso muito natural. Ele conta, "o tempo todo eu me se sentia profundamente ligado às pessoas de lá, apesar de termos aparências muito diferentes".

  • Sua esposa, Rachel, cresceu no Mississipi. Mas ela precisou viajar algumas vezes para o Haiti para que "o véu do preconceito racial fosse tirado de seus olhos".

  • Quando ainda namoravam e embora fossem férteis, Aaron e Rachel tinham um sonho em comum: a adoção. Convictos de que uma das maneiras de serem pró-vida, era se envolvendo com a adoção.

  • Em busca de crianças para adotar

  • Em várias ocasiões, depois de casados, eles visitavam agências de adoção, ao mesmo tempo em que tentavam engravidar naturalmente. A sua única exigência em relação à criança a ser adotada era que não fosse totalmente caucasiana.

  • Quando começaram o processo de adoção, o casal sabia que essa escolha poderia influenciar a dinâmica familiar, "o que nos levou a refletir profundamente sobre o que seria uma família racialmente diversificada", conta. "Vemos as características físicas variadas da família humana como lembretes fantásticos do brilho criativo de Deus. Não achamos que a raça não exista, ou que não a enxergamos. Na verdade, é o oposto - nós a vemos e a abraçamos".

  • Eles adotaram duas crianças. O menino é afro-americano, a menina tem mais de uma etnia. Eles estavam conscientes de que sua família multirracial seria alvo de todos os tipos de reações, e foram. Mas isso não os afetou, menos ainda os impediu de ir além.

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  • Uma forma diferente de adoção

  • Bastante ocupados com duas crianças em casa, eles não estavam pensando em aumentar a família naquele momento. Até que um casal os encorajou a fazer um tipo de adoção bastante diferente: a adoção de embriões.

  • Por que adotar embriões se há tantas crianças precisando de um lar?

  • Segundo a crença do casal, a vida começa na concepção. E dos milhões de embriões congelados nos Estados Unidos, os que não forem utilizados pelos pais biológicos terão os seguintes destinos: permanecerão congelados, ou serão destruídos, ou doados para pesquisas científicas. Então, uma das formas de impedir esses "abortos" de embriões é adotando-os.

  • Aaron conta como reagiu à sugestão do casal: "Ficamos profundamente emocionados com a ideia de trazer mais crianças à nossa família ao resgatar essas pequenas vidas criadas a partir da fertilização in vitro e intrigados com a ideia de a Rachel ter de experimentar uma gravidez".

  • Escolhendo os embriões

  • Ao tomar a decisão de adotar embriões, o casal voltou à questão anterior: a origem étnica. Eles queriam que seus novos filhos se sentissem "conectados racialmente" aos irmãos. Então pediram à equipe do National Embray Donation Center (Centro Nacional de Doação de Embriões - NEDC) que selecionasse embriões afro-americanos para eles.

  • Uma grande surpresa

  • Em setembro de 2015, dois embriões foram implantados em Rachel. Após algumas semanas, descobriram que um dos embriões havia se dividido e Rachel estava grávida de trigêmeos.

  • As trigêmeas nasceram em maio de 2016. "Esta não foi a maneira que planejamos 12 anos atrás, quando namorávamos e falávamos sobre a adoção, mas oh, quão gratos somos por Deus ter nos abençoado com essas doces pequeninas que Ele colocou aos nossos cuidados".

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  • Com funciona a doação de embriões no Brasil

  • Ainda não há leis específicas para a realização de reprodução assistida no Brasil, mas há uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM,) de 2013, que rege a conduta dos profissionais que realizam esses procedimentos. Entre outras coisas, o texto determina que:

    • Os números máximos de embriões implantados em mulheres com até 35 anos são 2; de 36 a 39 anos, 3; e acima de 40 anos, 4 embriões. O propósito é limitar o número de gêmeos múltiplos.

    • A doação de embriões não poder ter caráter comercial ou lucrativo.

    • Receptores e doadores não podem se conhecer. Essa regra é para evitar futura contestação de paternidade.

  • O juiz Siro Darlan de Oliveira, da Primeira Vara da Infância e Juventude do Rio, em entrevista à Isto É, lembra que "hoje é mais fácil adotar uma criança. Não é mais necessário ser casado, por exemplo". Por isso, considera a adoção de embriões uma "alternativa positiva, mas não socialmente correta num país com tantas crianças abandonadas".

  • E você, o que pensa sobre o assunto?

  • Leia: Entendendo o processo de adoção no Brasil

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

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