'Presa dentro do próprio corpo', Xuxa revela verdade sobre a mãe e conta sobre seu sofrimento

Mãe de Xuxa está no último estágio do Mal de Parkinson.

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  • Só quem já conviveu com um ente querido sofrendo de uma doença degenerativa sabe o quanto é difícil testemunhar tal situação. É o que acontece com muitos de nós e acontece com a apresentadora Xuxa.

  • Xuxa Meneghel há anos acompanha a situação de sua mãe, D. Alda, com mal de Parkinson. Atualmente, a idosa de 80 anos enfrenta o último estágio da doença. Segundo Xuxa, ela não se comunica mais, não anda e nem sequer se mexe. Se alimenta por sonda e nas palavras da apresentadora "ela está presa dentro do próprio corpo".

  • Muito triste com a situação, Xuxa diz que alguns anos atrás sequer pensaria que fosse melhor que ela se fosse, mas agora diante do sofrimento da mãe, ela diz que a ama tanto que não pode vê-la desse jeito. No entanto, ela acredita que a razão da mãe ainda estar viva é seu senso materno - "Eu e quase todos os médicos acreditamos que minha mãe ainda tá ali porque ela viu o meu sofrimento e não quer me deixar. Então, ela meio que briga pra não ir embora", diz Xuxa.

  • parabéns dona alda, amamos você. ❤️🎉🎈 #xuxa #aldameneghel #xuxanautas.

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  • A doença de D. Alda

  • O mal de Parkinson, ou doença de Parkinson, é uma doença degenerativa que leva à total invalidez, deteriorando todas as funções cerebrais e consequentemente à morte.

  • Considerado um dos mais comuns distúrbios neurológicos da terceira idade, o Parkinson não tem prevenção, sendo sua principal característica um déficit motor que provoca tremores, dificultando o movimento e locomoção.

  • parabéns, d. alda. 🎈❤️🍰 #xuxa #aldameneghel #xuxanautas.

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  • A doença surge quando as células cerebrais que produzem dopamina são destruídas. É um processo lento que faz com que as células nervosas não consigam enviar impulsos corretos, causando a perda da função muscular que piora com o tempo.

  • Não se sabe o porquê de as células serem lesadas. Mas, segundo estudiosos, pode haver uma mistura e fatores, como o genético, em que mutações nos genes possa agir nas células cerebrais e aumentar o risco da doença. Além disso, embora um risco pequeno, é possível que a exposição a certas toxinas ou mesmo fatores ambientais possam favorecer o surgimento da doença.

  • Fatores de risco

  • 1. Idade

  • As pessoas costumam apresentar a doença a partir dos 60 anos, embora existam casos como o do ator Michael J. Fox, (De volta para o Futuro I, II e III), o Parkinson é incomum em pessoas mais jovens.

  • 2. Gênero

  • Homens são mais afetados que mulheres.

  • 3. Histórico familiar

  • Ter casos na família aumentam as chances do Parkinson, mas isso também depende da quantidade de membros afetados pela doença. Quanto menos parentes, menor a chance.

  • 4. Toxinas

  • Exposição contínua a herbicidas e pesticidas pode colocar a pessoa em um risco ligeiramente aumentado de doença de Parkinson.

  • Sintomas

  • Suaves no início, o Parkinson pode afetar apenas um dos lados, ou ambos, com sintomas inicialmente leves como tremores, lentidão e rigidez nos músculos.

  • À medida em que o quadro evolui, surgem sintomas típicos como a inclinação do corpo para a frente, passos curtos e movimentos menores dos braços ao andar.

  • No Parkinson avançado surge o comprometimento das funções motoras:

    • Dificuldades de engolir, causando excesso de saliva e baba

    • Inexpressividade facial / perda das funções automáticas como piscar

    • Perda da função motora fina/ dificuldade para escrever ou se alimentar sozinho

    • Dificuldades para levantar-se de uma cadeira e começar a caminhar

    • Dores musculares (mialgia)

    • Tremores que diminuem ao movimentar-se

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  • E de outras não motoras:

    • Problemas intestinais

    • Ansiedade

    • Depressão

    • Confusão mental

    • Depressão

    • Alucinações

    • Desmaios

    • Demência / perda da memória

  • Não há cura para o Parkinson, mas existem medicamentos como a levodopa, anticolinérgicos, amantadinas e outros que podem controlar os sintomas. Em alguns casos, há indicação cirúrgica (quando não há resposta aos medicamentos) e é de grande benefício o acompanhamento multidisciplinar como fisioterápico, psicológico, psiquiátrico, nutricional fonoaudiólogo e terapia ocupacional.

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Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.

Website: http://tedandoumaideia.blogspot.com.br/

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