O casamento enquanto parceria: A identidade da mulher

Devemos ser cautelosos com as mudanças da sociedade e buscar discernimento para saber se será algo positivo ou negativo.

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  • A sociedade, no decorrer dos anos, tem sofrido inúmeras mudanças, tais mudanças acarretam outras mudanças e assim sucessivamente, de modo que, a única certeza que temos é que tudo irá mudar.

  • Algumas mudanças são muito positivas, outras nem tanto, porém, nós temos de nos adaptar, mas existe um perigo com essas adaptações, devemos ser cautelosos com as mudanças e buscar discernimento para saber se será algo positivo ou negativo. Após essa primeira avaliação, poderemos então planejar nossa adaptação.

  • Um exemplo: A mulher no decorrer do tempo teve seu espaço na sociedade alterado. Antes as mulheres se preocupavam em prepara-se o melhor possível para serem esposas, donas de casa e mães, de fato muitas nem aprendiam a ler e escrever, mas eram exímias bordadeiras e cozinheiras. A mulher então conquistou um espaço importante, começou a se interessar por outros assuntos, foi buscar outros conhecimentos. Dotada de habilidades novas passou a ser útil no mundo do trabalho, e degrau por degrau a mulher foi conquistando seu espaço cada vez mais e se inserindo no mercado de trabalho, concorrendo com os homens.

  • Homem e mulher: Papéis que se complementam, não que competem

  • Tais mudanças foram positivas até certo ponto. Uma vez que a identidade da mulher enquanto submissa, ignorante e passiva já não existe, contudo, precisamos ter cuidado quanto a alguns ideais feministas que buscam igualdade de papéis entre os sexos; pois cada um, homem ou mulher, devem desempenhar papéis distintos, porém que se complementam.

  • Pensar que uma mulher não precisa de um homem ou que um homem não precisa de uma mulher é um equívoco. Deturpa a real identidade da mulher acreditar que por desempenhar um papel antes feito por homens a tornava inferior. Cada um possui seu papel que se for desempenhado de maneira excelente se complementará e resultará em um todo perfeito.

  • Família: Plano de Deus

  • Deus é perfeito e criou-nos à Sua imagem e semelhança - homem e mulher - cada qual com suas peculiaridades, características e utilidades bem como necessidades específicas. Não podemos querer que homem e mulher sejam iguais, porque, já não o são desde sua criação. É a sociedade e a mídia que pregam que se a mulher não tiver o mesmo espaço que o homem, ela é inferior a ele, e isso não é verdade.

  • O resultado disso tudo é que a mulher não está ocupando o mesmo espaço que o homem, ela está ocupando "o" espaço do homem por um salário inferior, e o seu espaço na criação dos filhos e na influência no lar está sendo delegado a terceiros. A obrigação de educar os filhos também não é somente da mulher, e o homem como pai deve ter a mesma responsabilidade, mas, com nenhum dos dois no lar e com essa responsabilidade delegada a terceiros, a criação dos filhos e seu bem-estar está confinado a segundo plano.

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  • A longo prazo, teremos filhos que cresceram com todo o conforto, mas sem a presença e influência da mãe (ou pai); mulheres que se culpam e se cobram por não dar conta da pesada jornada de trabalho de ser mãe, dona de casa, esposa e ainda trabalhar fora.

  • A solução para isso é cada um compreender que suas particularidades os diferenciam sim, mas não os menosprezam. Que suas funções, embora diferentes, possuem a mesma importância e que a família deve ser o objetivo maior e homem e mulher devem trabalham juntos para o sucesso familiar, cada qual cumprindo sua função.

  • Camilla Eyring Kimball disse: "Uma boa educação será de grande ajuda para uma mulher desempenhar os mais importantes papéis de sua vida como esposa e mãe."

  • A mulher deve buscar estudar e a grande maioria precisa trabalhar para ajudar no orçamento doméstico ou mesmo porque é a única que o traz.

  • Homens e mulheres: Responsabilidades conjuntas

  • Quando um casal se une baseado em princípios e valores familiares e juntos formam conscientemente uma família, ambos lutarão para o fortalecimento do casamento e o bem-estar dos filhos, e decidirão, altruisticamente, como realizarão esses ideais.

  • Eu mesma preciso trabalhar e amo estudar e aprender, mas acima disso está minha família, portanto, eu e meu marido decidimos juntos que eu iria trabalhar no período em que as crianças estivessem na escola ou trabalhar em casa. Quanto aos meus estudos, ele me apoia muito e me incentiva, pois acreditamos que o conhecimento liberta e a ignorância escraviza, mas nossa família é nossa maior prioridade.

  • Estabelecer prioridades

  • Nem todas as famílias possuem esse privilégio de poder escolher se a mãe pode ficar em casa para cuidar dos filhos enquanto o marido trabalha. Nem todas as mães possuem um marido em casa e muitas precisam assumir os dois papéis. Mas, para os casais que podem buscar esse privilégio, é importante levar em consideração se a mulher precisa realmente trabalhar ou se vale a pena fazer um sacrifício para criar filhos mais autoconfiantes, seguros e preparados para formarem sua própria família um dia baseando-se nos valores e princípios da família que o Senhor nos ensinou.

  • Ou seja, voltando ao início do texto, precisamos avaliar as mudanças que ocorrem no mundo e adaptar-nos, mas sem perder nossos princípios e valores de vista, em prol do bem-estar duradouro de nossa família.

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Taís Bonilha da Silva, estudante de Psicologia, atua na área da Saúde Mental. Participa do Programa de Monitoria na Universidade na disciplina de Análise do Comportamento. Esposa e mãe de 2 filhos.

O casamento enquanto parceria: A identidade da mulher

Devemos ser cautelosos com as mudanças da sociedade e buscar discernimento para saber se será algo positivo ou negativo.
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