4 dicas importantes para pais e mães aprenderem a se comunicar com os filhos

Quanto mais próximos estivermos de nossos filhos, melhor. Aqui algumas dicas de como podemos nos conectar e estarmos mais próximos.

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  • Como pais e mães, quanto mais próximos estivermos de nossos adolescentes, melhor. Afinal, queremos ser os primeiros a saber de suas dúvidas e tentar ajudá-los, antes que corram à fonte de informação duvidosa.

  • É importante avaliarmos se o nosso exemplo e atos estão nos aproximando deles ou nos afastando a cada dia. O que você conversa com seu adolescente? Geralmente os assuntos variam sobre:

    • Notas e escola.

    • Trabalho e futuro.

    • Comportamento.

    • Privilégios.

    • Envolvimento nos esportes.

    • Escolher bons amigos.

    • Saber escolher roupas corretas.

    • Ajudar nos afazeres com a família.

    • Obedecer as regras.

  • Agora, pare para pensar sobre o que mais vocês conversam. Se avaliarmos, a lista é curta, ou seja, a maioria dos assuntos gira em torno do que eles fazem ou precisam fazer. E assuntos sobre o que estão pensando ou querem? Esse desequilíbrio causa a impressão de que a relação com seu filho adolescente é determinada mais pelas ações dele e como se sai, do que pelo seu desejo de realmente conhecê-lo.

  • 1. Diferença entre conversar e se comunicar

  • Há muita diferença. Quando você pergunta a opinião do filho nas coisas do dia a dia, desde o orçamento da família, sobre as férias de fim de ano, o que ele faria em algumas situações, onde iria, o que ele pensa sobre coisas que acontecem em torno de vocês e do mundo, sem julgar e sem analisar o que ele pensa, isso traz mais senso de valor à relação pai e filho. Além de mostrar que você está interessado nele, você pode descobrir o quão capaz ele é, e como raciocina inteligentemente.

  • 2. Faça muitas perguntas

  • Pergunte muito, mas tenha certeza de não fazer com que ele se sinta desconfortável. Você pode também trazer assuntos controversos que o estimulem a pensar e externar sua opinião. Pergunte todos os dias, mantendo aberta a linha de comunicação entre vocês. Se você não perguntar sobre tudo, você poderá perder oportunidades de saber o que seu filho está enfrentando. Isso se chama cuidar. Quem cuida, se importa. Quando fazemos perguntas, deixamos nossos filhos aplicar os valores aprendidos às situações atuais em que vivem. Cedo ou tarde, seu filho também começará a fazer perguntas e uma conversação mais significativa ocorrerá.

  • 3. Mantenha a boca fechada

  • Pode parecer controverso, mas além de perguntar muito e estimular a conversação sobre sentimentos, você tem que aprender também quando manter sua boca fechada sem interromper quando seu filho demora a falar. Deixe-o responder e dizer o que lhe vai à mente da forma que encontrar, aguarde seu tempo pacientemente.

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  • 4. Aprenda a falar menos e a ouvir mais

  • Novamente. Há diferença entre manter a boca fechada e saber ouvir. Não dê as respostas que você pensa que ele irá ou deverá dar. Nada é errado em suas respostas, por mais chocante ou confuso que possa parecer. Respeite as opiniões dele. Nada de julgar depois que ele fala. Apenas ouça-o com o coração e tente entender o que ele quer dizer. Se precisar de mais perguntas para esclarecer o assunto, faça-as.

  • Sim, o segredo para se conectar ao seu filho ou filha adolescente é aprender a se comunicar, e saber ouvir. Tudo o que os adolescentes precisam é alguém que os ouça.

  • Se uma criança ou adolescente abre o coração ao pai ou à mãe, e encontra um receptor mais preocupado em passar a mensagem correta do que ouvir o que ele tem a dizer com o coração, aquele adolescente eventualmente irá parar de compartilhar o que pensa. Não se preocupe em lembrá-lo da lição, apenas em ouvir com o coração o que ele quer e precisa compartilhar.

  • É nesse momento que você vai aprender a conhecer o ser humano que você deu à luz. Esqueça as lições. A ordem agora é estar junto, dar o exemplo, se ainda não deu, e apoiá-lo.

  • Afinal, quantos adolescentes você conhece que dizem, “Meu pai (ou minha mãe) me ouve, compreende e me dá valor”? São raros, mas existem. Seja um deles.

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C. A. Ayres é mãe, esposa, escritora e fotógrafa, pós-graduada em Jornalismo, Psicologia/Psicanálise. Visite seu website.

Website: http://caayres.com/

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