Como ajudar seu cônjuge a se conectar com um novo bebê

? Dicas para aproximar o pai do seu bebê de forma a sentir a bênção de ter um filho.

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  • Conversando com um amigo sobre casamento e paternidade, quando eu era jovem, surpreendi-me com seu desabafo: “Espero que, no dia em que eu me casar, minha esposa não queira ter filhos tão cedo. Sou muito ciumento e não vou gostar de dividir a atenção dela com o bebê!”. Fiquei impressionada com a sua declaração e não consegui entender seu sentimento. Claro, eu era jovem, e entendia quase nada sobre o relacionamento conjugal, tampouco sobre questões relacionadas à maternidade/paternidade.

  • Pesquisando sobre o assunto, deparei-me com uma quantidade significativa de pais, a grande maioria de primeira viagem, que se sentem muito incomodados com a presença do bebê, chegando até, em alguns casos, a se distanciarem dele. Os principais motivos para tais comportamentos são:

    • Frustração por não serem capazes de se relacionar com o seu bebê tão bem como a mãe.

    • Aborrecimento porque a mãe está dedicando tempo demais à criança.

    • Impotência por não saberem o que fazer na maior parte do tempo.

    • Sentem-se ignorados na maior parte do tempo.

    • Ressentimento por não conseguirem fazer todas as coisas que faziam antes de o bebê nascer.

  • O psicólogo e psicoterapeuta Vítor Rodrigues diz que “o ciúme por parte de um dos cônjuges face ao tempo e dedicação que o outro dedica a um filho/a é bastante frequente e pode, dentro de certa razoabilidade, ser considerado normal. No entanto, por vezes, o ciúme de um cônjuge não surge por haver excesso no tempo e esforço dedicado pelo outro aos filhos (...), mas porque a[sua]imaturidade (...) lhe torna difícil aceitar que agora já não é o centro exclusivo, ou quase, da afetividade do[outro].”

  • Veja o que você pode fazer para minimizar a insegurança e o ciúme do seu marido em relação ao bebê, ou, na ausência de tais sentimentos, simplesmente ajudá-lo a se aproximar mais do filho:

  • 1. Dê-lhe oportunidade para que ele participe ativamente nos cuidados do bebê

  • Ao fazer isso, você estará o ajudando a:

    • Desenvolver habilidades como trocar fraldas, pegar a criança de forma correta, dar banho, vesti-lo e outras coisas relacionadas à rotina do bebê.

    • Sentir-se útil e responsável pelos cuidados do rebento.

    • Sentir-se integrado à família, e não alguém que assiste “tudo” de fora.

    • Compreender de fato os cuidados que o bebê necessita.

    • Ter mais empatia por você, ao reconhecer o sacrifício que envolve os cuidados de um bebê.

    • Compreender o quanto o bebê depende de você.

    • Criar o vínculo esperado numa relação pai/filho.

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  • 2. Envolva seu marido no momento da amamentação

  • Em vez de ficar sozinha nesta hora, convide-o para estar junto, para observar os movimentos e expressões que o bebê faz ao mamar, para conversar enquanto você amamenta e dar-lhe o suporte que precisa nessa hora. No site Amamentar lemos: “ A participação e o envolvimento do pai no processo de amamentação pode (...) proporcionar uma maior intimidade entre o casal, fortalecendo a relação amorosa e o desenvolvimento harmonioso da tríade (pai-mãe-bebê).”

  • 3. Expresse suas inseguranças em relação à maternidade

  • Ele pode estar muito inseguro sobre o seu papel como pai, sentimento que pode causar um grande desconforto. Saber que não é o único nessa situação é uma forma de consolo.

  • 4. Dê mais atenção a ele

  • Quando o bebê estiver dormindo ou tranquilo, nada impede vocês de namorarem, conversarem, assistirem um filme romântico, ou simplesmente sentarem para conversar. Essa aproximação do casal vai refletir na forma como ele vê o filho, não mais como alguém que está roubando seu espaço na vida da mulher.

  • 5. Reserve um tempo semanal para vocês ficarem sozinhos

  • Encontre alguém para cuidar da criança enquanto vocês saem para fazer um programa a dois. Isso fará bem a você e a ele. Vocês precisam e merecem espairecer. Isso também vai ajudá-la a desapegar um pouco do bebê. Muitas mães apegam-se exageradamente ao filho, e pensam que ninguém conseguirá cuidar tão bem dele como elas.

  • 6. Façam programas em família

  • Saiam de casa, passeiem, vão a uma partida esportiva, façam uma viagem. Você e o bebê devem acompanhar seu marido nas atividades que ele gosta. É como se o bebê estivesse adentrando o universo do pai. Ao ver que é possível se divertir com um bebê a tiracolo, os próximos convites para saírem juntos partirão dele.

  • 7. Deixe o pai a sós com o filho

  • Eles precisam de um tempo sozinhos para que um vínculo seja criado. Você pode dar uma saída e deixá-lo cuidando do bebê, ou ele pode levar o bebê para passear, enquanto você descansa. Deixe que isso vire uma rotina.

  • 8 . Promovam um diálogo contínuo

  • Procure sempre conversar com seu marido. O diálogo ajuda a evitar que pequenos contratempos tomem dimensões indesejáveis. Se vocês não conseguirem resolver seus problemas sozinhos, precisam, então, procurar uma ajuda especializada.

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  • O Dr. Rodrigues alerta que em certos casos faz-se necessário “uma abordagem psicoterapêutica, onde o seu marido (...) possa lidar com a sua própria criança interna e perceber até que ponto ela está carente, receosa, tirânica, ciumenta...”.

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

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