5 passos para seguir em frente após permitir-se sofrer

A jornada de nossa vida não inclui apenas belas paisagens e campos floridos. Este artigo visa orientar pessoas que estejam passando por grandes adversidades.

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  • A jornada de nossa vida não inclui apenas belas paisagens e campos floridos. No caminho de cada um de nós, seguramente sempre haverá cardos e espinhos. Revezes financeiros, doenças e até a morte de entes queridos são situações que acontecerão com cada indivíduo neste mundo. Este artigo visa ajudar pessoas que estejam passando por situações semelhantes a essas, e a mostrar que mesmo entre abrolhos e espinhos, ainda podem brotar belas flores.

  • 1. Encontre forças na fé

  • Independente de qual for sua religião, a crença em um Ser onipotente, cheio de sabedoria, e em uma recompensa eterna por seus atos nesta vida, pode ajudá-lo a superar as adversidades deste mundo.

  • Lembro-me de observar uma vizinha pintando um quadro quando eu era criança. Desde o início da obra até boa parte do quadro estar completo, eu não conseguia compreender o que eram aquelas linhas coloridas, aparentemente desconexas, que a pintora insistia em traçar. Eu simplesmente não conseguia visualizar o belo quadro que se formaria à medida que cada gota de tinta fosse acrescentada à obra. Na mente da artista, porém, ela enxergava a obra completa, como deveria se tornar, e a cada pincelada a pintura se tornava mais e mais parecida com o que ela idealizara. Ao caminharmos por entre as dores e perdas desta vida, nenhum pensamento pode ser mais reconfortante do que a crença de que há um Deus amoroso que detém todo o poder e conhecimento, e que tal qual um grande mestre, Ele sabe o quão belo o quadro de nossa vida pode se tornar, e fará o que for necessário para que venhamos a ser a obra de arte que Ele idealiza.

  • Tal qual crianças, é normal que não compreendamos o motivo de cada pincelada do Mestre, e nem sempre é sábio que nos apeguemos a um “porquê”. Basta para nós buscar extrair cada lição possível das adversidades e confiarmos que o Senhor olhará por nós durante nossa trilha mortal nesta Terra. Lembremo-nos que cada homem que se tornou grandioso neste mundo foi primeiramente forjado no fogo das adversidades. O Senhor certamente tentará fazer o mesmo com cada um de nós.

  • 2. Busque apoio em quem já passou pelos mesmos desafios que você

  • Não importa qual seja a origem de seu sofrimento, saiba que você não está só ao lidar com ela. Neste mesmo instante existem centenas (ou talvez até milhares) de pessoas no mundo sofrendo pelo mesmo motivo, e seguramente existem milhões que já passaram por tudo o que você está passando agora. Essas pessoas podem ajudá-lo a passar pelo desafio, ou talvez até mesmo a superá-lo, da melhor forma possível. A internet faz referência a milhares de grupos de apoio para toda sorte de adversidades. Existem, inclusive, muitas pessoas que moram distantes umas das outras, mas compartilham seus sentimentos on-line, e ajudam-se mutuamente. Pode ser muito útil filiar-se a um grupo como esses.

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  • 3. Busque a ajuda de um profissional

  • Embora ninguém possa enfrentar seus desafios por você, existem profissionais que podem direcioná-lo para que você cruze as águas turbulentas em relativa segurança. Procurar a ajuda de um deles não é nenhuma vergonha, pelo contrário, é um sinal de inteligência e de humildade, duas das virtudes que melhor caracterizam a força de um indivíduo.

  • 4. Busque forças nas pessoas que o amam

  • Muitas pessoas cometem o grave erro de reprimir seu sofrimento, ao invés de compartilhá-lo. Compreenda, entretanto, que certamente há pessoas que se preocupam com você (provavelmente mais do que você imagina). Abra-se com essas pessoas. Você descobrirá que o poder curativo que provém do amor delas é capaz de sanar até as feridas mais profundas.

  • 5. Faça sua escolha

  • Você pode até não ser capaz de escolher as circunstâncias que o rodeiam, mas certamente é capaz de escolher como essas circunstâncias o afetarão e é responsável por fazê-lo. Diante de qualquer perda, existe um processo natural pelo qual passamos (que também é associado ao sofrimento em geral). Esse processo envolve várias etapas, entretanto, citarei aqui apenas dois estágios que considero mais perigosos: o estágio da raiva e o estágio da autocomiseração. Diante das provações, muitas pessoas acabam mergulhando profundamente nessas etapas, deixando de terminar sua jornada rumo à cura. Muitas se entregam à raiva ao ponto de buscar vingança contra o ofensor; muitas outras se entregam à autopiedade de maneira tão intensa que se perdem, tornando-se suicidas.

  • O que essas pessoas não entenderam foi que não importa quão grande seja seu sofrimento, a decisão de como lidar com as circunstâncias exteriores é delas. Ninguém pode obrigá-lo a se entregar à dor.

  • Lembro-me de ler a história real de um homem que fora alvejado por vários disparos durante um assalto. Já na mesa de cirurgia, os médicos pareciam olhá-lo como se seu destino próximo fosse o túmulo. Um dos médicos então, verificando que estava consciente, perguntou-lhe se ele tinha alguma alergia. “Sim”, foi sua resposta. Todos na sala pararam para ouvi-lo, “sou alérgico a balas”. Os cirurgiões não puderam deixar de rir. O paciente, sorrindo, prosseguiu dizendo: “Se vocês forem me operar, operem-me como se eu fosse um homem vivo, e não um morto”.

  • Aquele homem foi operado naquele dia e sobreviveu, mesmo contra todas as expectativas. Sua atitude frente à adversidade foi o fator que mudou o destino que todos consideravam certo.

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  • Da mesma maneira, diante de cada provação desta vida, você terá que fazer suas escolhas. Algumas delas podem ser simples como a de decidir ofender-se ou perdoar frente a uma injúria; ou complexas como decidir entre deixar-se enterrar junto com um ente amado, ou seguir a vida, honrando a memória desse alguém que se foi. E não importa a situação, a decisão sempre será apenas sua.

  • Para encerrar, citarei as palavras inspiradoras de um poema de Adelaid Pollard:

  • “Seja do teu próprio modo, SENHOR, seja do teu próprio modo! Tu és o Oleiro, eu sou a argila. Molda-me e faze-me conforme a tua vontade. Enquanto estou esperando, submissa e serena”.

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Pedro Santos é estudante de direito pela Universidade P. Mackenzie e Practitioner em Programação Neurolinguística.

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