3 considerações antes de deixar novos visitantes conhecerem seu bebê

Cuidar do seu bebê também é filtrar quem o pega, o beija e o afaga. Saiba como.

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  • Costumo dividir os períodos críticos para visitação em três partes: a estadia na maternidade; os três primeiros meses de vida; e dos três meses de idade em diante. Independentemente da mamãe e do papai gostarem ou não de ter pessoas em volta do seu bebê, saibam que isso vai ocorrer, pois todos querem parabenizá-los pela nova vida que trouxeram ao mundo e desejam conhecer o rebento. Mas tenham em mente que vocês podem – e devem – filtrar os visitantes para proteger seu bebê.

  • 1. Estadia na maternidade

  • O momento que inspira mais cuidados com relação à visitação se dá logo após o nascimento. As maternidades têm hoje por regra a “humanização” do parto, medida que envolve deixar o bebê o máximo de tempo possível junto da mãe nos dias em que ambos estão internados. Portanto, se o bebê não tiver problemas, poucas horas após o nascimento ele deve seguir para o quarto da mãe. Esse é o momento que deve ser reservado só para os pais e a criança.

  • Imagine-se como um bebezinho que acaba de sair de um lugar escuro, quente e aconchegante, onde todos os barulhos são mínimos, e se depara com um monte de gente falando, olhando para ele e querendo pegá-lo no colo antes mesmo que sua mãe possa acariciá-lo. Assustador, não é? Então, se outras pessoas, mesmo que sejam os avós, estiverem no quarto, vocês podem pedir gentilmente para que saiam por alguns instantes. Isso não será falta de educação.

  • Geralmente, mamãe e bebê ficam na maternidade por três dias, quando ambos estão bem. No primeiro dia de internação, a mãe está muito cansada, se recuperando do parto. Então, se vocês quiserem avisar a todos os amigos e parentes que o bebê nasceu, aproveitem para falar que preferem que todos visitem vocês no dia seguinte ao parto. Isso porque a mãe estará mais descansada e o bebê, mais acostumado aos sons, luzes e movimentos.

  • Lembrem-se que recém-nascidos não devem ficar indo de colo em colo. As razões são simples: as pessoas podem estar incubando alguma doença que o bebê ainda não é capaz de combater e esse “passa-passa” pode estressar enormemente a criança.

  • Infelizmente, existem pessoas que não entendem que as mamães precisam de descanso enquanto estão no hospital e acham que podem fazer visitas a qualquer hora. Se vocês estiverem dormindo ou cansados e não querem ser importunados, basta dizer que não vão receber a pessoa. O papai pode ir até o corredor, agradecer a visita e dizer que a mamãe está descansando.

  • Caso vocês não queiram receber ninguém na maternidade, basta informar aos amigos e familiares mais próximos que abrirão as portas de casa no momento oportuno para as visitações, mas que desejam ficar sozinhos no hospital. Trata-se de uma experiência única tanto para os pais como para o recém-nascido. Pensar primeiro em vocês não é maldade alguma.

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  • 2. Os três primeiros meses de vida

  • Os primeiros 90 dias de vida de um bebê são os mais frágeis. Ele ainda não tem as vacinas e, está apenas começando a criar imunidade contra algumas doenças (através do leite materno). Por isso, não permita que visitantes que estejam com doenças facilmente transmissíveis visitem seu bebê.

  • Este também não é o período ideal para deixar que outras crianças segurem, acariciem ou beijem seu filho. Se vocês receberem visitas de amigos com filhos, basta explicar a eles que gostariam que suas crianças não tivessem contato com o bebê por questões de saúde. Caso sejam pessoas esclarecidas, vão entender.

  • 3. Dos três meses de idade em diante

  • A partir dos três meses de vida completos, seu bebê já está mais forte e pode sair para passear, ter contato com outras crianças e visitar vovô e vovó. Contudo, peça ao pediatra um aval para essas atividades. Se ele disser que tudo está bem, vá em frente. O bebê também precisa de ar fresco. E os pais também poderão passar a se preocupar menos com as visitações e abrir as portas a todos que desejarem conhecer o bebê. Se vocês souberem cuidar para que seu bebê esteja protegido, não há por que não deixar os outros se aproximarem dele.

  • Tenham sempre em mente que devemos proteger nosso bebê, mas não temos o direito de superprotegê-lo. Ajam de acordo com o que o pediatra os ensina e também obedecendo ao bom senso que ambos têm. Assim, serão capazes de criar um ser humano feliz e sem medo de viver.

  • Leia mais: 6 coisas que você NUNCA deve fazer com um recém-nascido

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Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.

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