Como lidar com uma criança com dificuldade para comer

Veja o que pode ser feito para despertar o apetite do seu filho.

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  • Por experiência própria, sei o quanto dói para os pais verem seus filhos comendo quase nada de alimentos nutritivos. A preocupação com a sua saúde leva-nos, muitas vezes, a forçá-los a comer à base de brigas e chantagem. Isso acaba gerando um estresse durante as refeições e o efeito acaba sendo contrário. "A hora da refeição deve ser um momento neutro. Não é hora de opressão, de despejar as tensões. Que seja apenas o momento da alimentação", diz o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg.

  • Desde os dois anos de idade, meu filho caçula reluta muito em comer comida. Até poucos meses atrás, ele sentia muita dor abdominal, que se intensificava durante e após as refeições. Ele começava a comer com uma carinha assustada, pois sabia que iria doer. Hoje em dia, ele quase nem se queixa de dor, mas a apreensão na hora das refeições ainda é a mesma. Por isso, ele acaba comendo pouco e muito rápido.

  • Dei esse exemplo para ilustrar que nem sempre uma criança recusa comida, ou come pouco, porque não gosta de comer ou não tem apetite. A perda de apetite pode ser sintomas de várias doenças, como anemia, hepatite, problemas digestivos e de fundo emocional, entre outros. Por isso, se seu filho não está se alimentando direito, é bom levá-lo ao pediatra. Ele fará uma avaliação, solicitará alguns exames e, se necessário, o encaminhará para outros especialistas.

  • Descartadas quaisquer causas orgânicas ou emocionais para a falta de apetite do seu filho, veja o que você pode fazer para lidar melhor com esse dilema:

  • 1. Não ponha comida demais no prato dele

  • É um erro pensar que ele precisa de muita comida. Ele precisa do suficiente. Além do mais, o estômago dele é bem menor do que o nosso. Ele precisa comer mais vezes ao dia, em porções menores. Calcule a quantidade diária de calorias que seu filho precisa no site Web Laranja. Depois, use a calculadora de calorias dos alimentos para calcular o quanto ele precisa diariamente, e montar o cardápio. Lembre-se de que as refeições precisam ser balanceadas.

  • 2. Estipule horários fixos para as refeições principais

  • Cuide para que ele não fique "beliscando" antes do almoço e do jantar. Senão, não terá fome mesmo.

  • 3. Ofereça alimentos gostosos e atrativos

  • Tempere o alimento, dê cor aos pratos. Você pode estimulá-lo a comer fazendo pratos divertidos. Clique neste link para ver algumas ideias criativas.

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  • 4. Procure identificar se ele rejeita algum tempero ou alimento

  • Não desista facilmente quando ele recusar determinados alimentos. No entanto, depois de várias tentativas para fazê-lo comer, sem sucesso, você precisa ter consciência de que não deve mais dá-lo a ele, caso contrário, continuará rejeitando a comida.

  • 5. Evite a "monotonia alimentar"

  • Não tem como comer com prazer a mesma coisa todos os dias. Ofereça um cardápio variado.

  • 6. A partir de 1 ano seu filho já pode comer o mesmo que a família

  • Imagine como ele vai olhar para o prato com creme de espinafre, depois de sentir o cheiro delicioso do bife ao alho e óleo que você preparou para o restante da família.

  • 7. Faça do horários das refeições momentos agradáveis

  • Boas conversas e sorrisos, nessas horas, ajudam a criar um clima de alegria e tranquilidade. A criança se sentirá bem, vai querer ficar mais tempo na mesa e acaba se alimentando melhor.

  • 8. Evite distrações

  • Algumas crianças param de comer para assistir TV, caso ela esteja ligada durante as refeições. Outras esquecem de comer para brincar com o brinquedo que levou para a mesa.

  • 9. Se ele não comer durante a refeição, não lhe dê uma guloseima quando ficar com fome

  • Muitas crianças usam essa estratégia, comem pouco e dizem não querer mais. Pouco tempo depois se queixam de fome. Os pais ficam com pena e dão o que eles querem. Guarde o prato com a comida que sobrou na geladeira e ofereça assim que estiver com fome. Se você não ceder, ele desistirá de fazer isso.

  • Os nutricionistas alertam que "as mães que insistem em dar suplementos nutricionais, sem orientação, podem estar contribuindo para que seu filho torne-se um obeso. Pois a energia extra que a criança está recebendo, sem precisar, passa a se acumular em seu tecido gorduroso." Por isso, não tome atitudes desta natureza sem antes consultar o pediatra ou nutricionista.

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

Como lidar com uma criança com dificuldade para comer

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