Lidando com os amigos de seu filho que você não aprova

Criamos nossos filhos de maneira impecável, e nos preocupamos com suas amizades que ajudarão ou destruirão a influência que lhes ensinamos.

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  • O medo de má influência nos filhos é frequente, principalmente na adolescência. Mas é necessário que possamos ver além das aparências. Um garoto de cabelo comprido ou que tem notas baixas não necessariamente é uma influência negativa aos nossos filhos. Também precisamos ter certeza que nossos filhos não se tornem más influências para ninguém.

  • Coração e consciência

  • O que conta mais é sempre o coração e a consciência dos amigos. Nunca sua aparência, condição financeira, problemas familiares, cor da pele, religião, raça ou defeitos. Não seja tão precoce ao julgar.

  • Decisões necessárias

  • Seus filhos estão aprendendo a conhecer o mundo do jeito que ele é. Chegar e dizer que você proíbe absolutamente sua filha de ver um rapaz assim ou assado, pode ao contrário, empurrá-la a ele. Ao invés disso, tenha certeza que ela mantém as amizades atuais, as notas da escola, que permanece focada em seus sonhos, e presente nas atividades de família. Com o tempo, ela mesma verá se a amizade lhe é benéfica ou não.

  • Interferir com sabedoria

  • Isso não significa que você não deve interferir de forma alguma.

  • Eu sempre preferi trazer os amigos de meu filho em casa, do que vê-lo na rua com eles ou nas casas deles. Trato bem, sou praticamente considerada por muitos deles como uma segunda mãe. Converso com eles, pergunto de suas vidas, planos, sucessos e derrotas. Já aconteceu de muitos me procurarem querendo contar algo. Eu ouço, e sempre o incentivo a ir contar para os próprios pais e tento apaziguar situações.

  • Ao mesmo tempo, também sou uma mãe presente. Participo dos grupos de pais e mestres, vou às atividades da escola, conheço o diretor, a secretária e a maioria dos professores. Eles sabem que meu filho não está sozinho, e que sou uma mãe presente que se importa com seu progresso. É comum dar carona aos amigos até suas casas, assim como me oferecer se tiver tempo de levá-los e buscá-los de alguma atividade.

  • Fazendo isso, mesmo alguns amigos que os pais não são presentes ou que até os permitem participar de atividades onde tenha álcool e outras atividades, sei que somos uma boa influência; e se continuarem, infelizmente, apesar de eu continuar tratando-os bem, meu filho é o primeiro a dizer que aquele amigo está fazendo algumas escolhas que são diferentes.

  • Outras situações onde pais podem interferir também:

    • Quando falarem um palavrão.

    • Quando estiverem assistindo um filme ruim.

    • Quando matarem aula.

    • Quando beber, fumar ou usar drogas.

    • Começarem a brigar.

    • Quando a amizade for muito possessiva.

    • Quando houver depressão, carência e dependência excessiva.

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  • Adolescentes são extremamente leais aos amigos, geralmente não são dedos-duros, e podem se sentir na obrigação de querer ajudar um amigo com sérios problemas. Eles precisam entender e aprender a ouvir sua voz interior que sempre lhes diz quando uma situação possui alto risco e lhes trazem sentimentos duvidosos ou medo.

  • Quando sua interferência não é bem-vinda e causa atrito

  • Seu adolescente pode reagir de muitas maneiras, e entre elas, sentimentos como se você estivesse querendo lhe dar ordens, ou ficar ressentido por ter que se afastar do amigo. Nesses casos, alguns passos ajudam:

    1. Fique calmo o quanto puder, e não rebata. Ouça-o. Não dê sermão. Não brigue nem torne a conversa numa lista de acusações. Apenas deixe-o se expressar.

    2. Ajude seu filho a entender o que é uma verdadeira amizade. Faça perguntas tipo: se o amigo pode manter uma promessa, se ele estará do lado do seu filho quando ele precisar, se não o forçará a fazer algo que não queira, etc.

    3. Dê exemplos específicos e reais. Exemplo: se você está preocupado que as notas vão cair, ou que seu filho cortou amizade com tantos outros amigos, entre em detalhes e explique com exemplos. Seus filhos o ouvirão enquanto você basear suas questões em acontecimentos reais e entenderão que aquele amigo, naquele momento, está sendo uma má influência.

    4. Lembre-os dos valores e das regras de família. Lembre-o da consequência de se quebrar as regras e fazer más escolhas e comportamento inaceitável.

    5. Lembre-o de que você é pai ou mãe. Diga claramente que está preocupada com ele, que está vendo claramente que ele tem mudado, e como mãe ou pai, é seu trabalho fazer com que você consiga cumprir suas metas.

    6. Se necessário, converse com o conselheiro da escola. Pode ajudar, e ele poderá lhe explicar de uma perspectiva profissional o que fazer. Se mudanças nas grades e horários das classes forem necessárias, ele também poderá fazer as alterações necessárias de forma a separar seu filho do outro.

    7. Apresente alternativas. Sugira uma classe extra, depois da escola, ou atividades onde seu filho possa se concentrar e aproveitar o tempo de forma produtiva.

  • Lembre-se que na maioria das vezes, as amizades seguirão seu curso e nada ruim acontecerá ao seu filho. Quanto mais for inclusivo e der apoio e proporcionar tentativas de entendimento ao conhecer os amigos problemáticos de seu filho, mais poder de decisão ele terá e ele mesmo aprenderá a resolver a situação.

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  • Leia também: Liberdade supervisionada - Entenda a necessidade disso para os adolescentes

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C. A. Ayres é mãe, esposa, escritora e fotógrafa, pós-graduada em Jornalismo, Psicologia/Psicanálise. Visite seu website.

Website: http://caayres.com/

Lidando com os amigos de seu filho que você não aprova

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