Como viver com uma pessoa com TOC

Aprenda mais sobre TOC e como conviver com alguém que tenha esse problema.

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  • De acordo com estudos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o transtorno obsessivo compulsivo ou TOC, é um transtorno mental entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, hesitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.

  • As obsessões mais comuns envolvem

    • Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação.

    • Dúvidas.

    • Preocupação com simetria, exatidão, ordem, sequência ou alinhamento.

    • Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas.

    • Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios, relacionados a sexo.

    • Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar.

    • Preocupações com doenças ou com o corpo.

    • Religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias).

    • Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças).

    • Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis.

  • A família e o TOC

  • Muitas vezes dentro da família o TOC é tratado como manias, o que acaba gerando discussões e desconfortos em geral, que infelizmente podem levar a separações ou problemas mais sérios. É importante que as famílias estejam conscientizadas que esse tipo de problema requer atenção especial e que há tratamento médico.

  • De acordo com pesquisas, o TOC acaba sendo uma “doença familiar” porque muitas vezes, principalmente quando o paciente é o pai da família, a família passa a adaptar suas rotinas, comportamentos e até mesmo finanças para que as coisas fiquem em harmonia.

  • Mas assim como o paciente afeta a família, a família pode ajudar no tratamento do paciente ou até mesmo tornar mais intensas as compulsões. É comprovado que fora do ambiente familiar as compulsões tendem a diminuir, por exemplo, quando o paciente vai viajar, ou passa a noite em um hotel acaba deixando um pouco de lado suas compulsões. A família comumente participa dos rituais do paciente comprando-lhe mais sabonetes, não sentando em sua cama, lavando as roupas “contaminadas”, nas quais o paciente não toca, e que seria desnecessário lavar, entre outros incentivos. Muitos terapeutas costumam incluir os familiares no tratamento do TOC.

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  • Se você desconfia de manias exageradas dentro de sua família, procure auxílio médico, aliste as seguintes informações a serem levadas ao médico:

    • Sintomas que percebem no paciente.

    • Situações ou horários em que os sintomas ocorrem.

    • Época da vida (ou idade do paciente) em que os sintomas iniciaram e como evoluíram ao longo do tempo.

    • Presença ou não de estressores ou eventos desencadeantes.

    • Tratamentos realizados e resultados obtidos.

    • Existência de outros familiares com sintomas obsessivo-compulsivos.

  • Acima de tudo, é necessário procurar sempre demonstrar amor e compreensão, pois esses são alguns dos melhores remédios. 

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Guilherme Kuceki é consultor SAP e professor, e trabalha como Gerente da Comunidade e Publicista para o site Familia.com.br.

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