Por que o Dia das Mães é uma data que algumas pessoas odeiam

Para mulheres que não conseguem ser mães por um motivo ou outro, o Dia das Mães é uma data que elas odeiam ou sentem muita tristeza. Como lidar com a situação quando não se consegue ser mãe?

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  • Para algumas mulheres o Dia das mães realmente é um dia difícil, pois ao invés de comemorarem com alegria, ao lado dos filhotes, têm que lembrar por mais um dia a tristeza, angústia ou pesar de não poder aproveitar esse dia como gostariam.

  • Nós, mulheres, podemos ter alguns "grandes" ou "imensos" desafios, que é não poder desempenhar nosso papel natural de sermos mães, por sermos inférteis, por termos sofrido um aborto ou por ter perdido um filho.

  • Com o Dia das Mães aproximando-se, parece que a dor aumenta ao deparar-se com a realidade de não poder ter uma outra vida, dentro da sua própria vida. Sei que não é fácil ver outras mulheres, irmãs, amigas, primas e parentes tendo seus próprios filhos e sentir-se incapaz de poder gerar a vida que gostaria que houvesse dentro de você.

  • Ver os filhos dos outros, acompanhar seu crescimento e desenvolvimento e imaginar como seria é realmente um grande desafio vivenciado todo santo dia de nossas vidas, por isso o Dia das mães talvez não seja tão saboroso quanto desejávamos.

  • Sonhar tanto com uma criança, um filho e não poder tê-lo; ou um dia ter tido a chance de concebê-lo e por motivo maior, tê-lo perdido, não é fácil, corrói por dentro da alma. Saber que neste Dia das Mães, seu filho poderia ter 3 ou 10 anos e acabar por apenas ter visões e sonhos de um futuro que não existe mais. É tão fácil perguntar-se: "Por que é tão difícil comigo?" E talvez entrar em depressão por sentir que o maior presente não pôde ser momentaneamente concedido.

  • Para mim não é fácil lidar com velhas lembranças de ter em meu ventre, abrigado, um ser tão desejado e esperado e não tê-lo comigo hoje (já sofri dois abortos, e um deles pude ver meu pequeno bebê com perfeição). Nunca é fácil falar sobre isso, mas, descobri que, para viver bem, é necessário superar a dor de não poder ser mãe e continuar mesmo assim, acreditando em meu sonho.

  • Então como lidar com esta data e conviver com essa realidade diariamente?

  • Não desistir

  • Sei que é muito pesaroso e muitas vezes são derramadas muitas lágrimas por não poder ter seus filhos ao lado, mas é preciso acreditar em um plano maior, é preciso ter esperança e não desistir. Não importa o que seu médico tenha dito sobre que é impossível que você tenha filhos! Acredite que se for da vontade do Pai, você poderá ter a qualquer momento o seu milagre. Essa esperança não deve acabar ou diminuir, e sim ser alimentada pela perseverança e fé.

  • Estar em paz

  • Algumas vezes existem respostas que só Deus possui e nós somos incapazes de compreender.

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  • É necessário buscar paz interior para ter mais equilíbrio na vida e conviver com a aceitação da vontade do Pai Celestial, ainda que esta vontade, seja dolorosa e desgastante para nós.

  • Com o tempo, essa paz interior em confiar na vontade de Deus nos traz entendimento e consolo, pois entendemos os Seus propósitos. Uma mulher sem filhos é tão especial quanto uma mãe aos olhos do Senhor.

  • Amar incondicionalmente

  • Não devemos transformar essa ausência em tormenta, devemos aprender com as dificuldades para nos elevar espiritualmente e para desenvolvermos um amor ainda maior. Não é porque isso acontece com você que deves rejeitar o abraço de uma criança, ou por exemplo, tratar mal sua cunhada e sobrinhos porque ela tem seus próprios filhos e você não tem os seus. Muito pelo contrário, aproveite a presença de crianças onde quer que for. Seja a melhor tia, professora, vizinha, babá.

  • Agradecer

  • Ainda que a convivência com essa dura realidade esteja impregnada em sua vida e história, você não deve fazer dessa experiência um motivo para morrer todos os dias aos poucos, deixando-se levar pelo desânimo e falta da alegria de viver. Essa experiência deve ser utilizada para fortalecer e encorajá-la a ser melhor, a acreditar no melhor e a buscar o melhor, sobre princípios que te guiem à luz e não à escuridão; e agradecer pelas bênçãos que tem recebido faz parte desse processo.

  • Cônjuge e familiares

  • Sei que é complicado falar sobre isso, algumas vezes você pode achar que as pessoas não se importam com o que aconteceu ou acontece (quanto a perda ou infertilidade); pode parecer que seu cônjuge não dá a devida atenção a isso, mas, lembre-se que cada um sente uma dor de maneira diferente, algumas pessoas conseguem com facilidade falar sobre o assunto, outras não. Aborde o tema se achar que será benéfico; se achar complicado, busque alguém de sua confiança que possa conversar e desabafar ou grupos de pessoas que passaram por experiências parecidas com a sua, verá que uma ajudará a outra. Existe uma página no Facebook que ajuda mães que perderam seus filhos, como a página Mães de Anjos.

  • Não se punir

  • Não se diminua ou menospreze por achar que não é mãe porque não merece ou é inferior; cada mulher vem com a missão da maternidade, porém problemas de saúde ou fatalidades, podem influenciar na realidade de não poder executar esse lindo papel; mas podemos ser mãe de várias formas, ainda que não tenhamos filhos biológicos, podemos ser mães ao afagar uma criança ao colo, ao embalar um bebê e fazê-lo ninar, ao contar historinhas para os sobrinhos ou brincar com a criançada da rua, ao fazer um lanche saudável e saboroso para as crianças carentes ou adotar uma criança, sendo assim, uma mamãe do coração.

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  • Considerar outras opções

  • O desejo de cuidar e proteger faz parte da natureza feminina. Existem muitas mulheres que não podem ter seus próprios filhos e se realizam em serviço a crianças abandonadas, voluntariam em creches, são professoras do ensino fundamental, trabalham como babá ou são as melhores tias que podemos imaginar. Também hoje em dia há tantas opções na medicina para tratamentos de infertilidade. Outra opção louvável é considerar a adoção. Quantas crianças sem lar existem no mundo sem uma mãe que faria toda a diferença em sua vida. Há muitas mulheres com filhos adotados que fazem muito mais por uma criança do que a mãe biológica o faria.

  • E poderá ver, que o Dia das Mães, não mais será tão triste assim, se houver muito AMOR e ESPERANÇA, no coração.

  • E quando tudo ficar muito difícil... Lembre-se: "Tu és o Deus que realiza milagres", (Salmos 77:13-14).

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Fernanda é formada em Recursos Humanos, atua em áreas como departamento pessoal, recrutamento e seleção, departamento financeiro, treinamento e desenvolvimento, desenvolveu um trabalho voluntário com crianças com câncer, ajudando a promover mais saúde e conscientização da população.

Por que o Dia das Mães é uma data que algumas pessoas odeiam

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