Como encontrar força para persistir depois de uma tragédia

Oito dicas de como e onde encontrar a força necessária para recomeçar depois de momentos de adversidade.

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  • Temos vivido, presenciado ou assistido de longe, com muito pesar, tragédias que afetam dezenas, centenas e mesmo milhares de pessoas direta ou indiretamente. Incêndios, catástrofes naturais, chacinas, crimes bárbaros, são tragédias que chocam e amedrontam não só os parentes e amigos das vítimas, mas toda a população.

  • Para quem vivencia uma tragédia, a tristeza pode ser tamanha que parece insuperável. Mas não é o que parece inicialmente. Confúcio disse sabiamente: “Transportai um punhado de terra todos os dias e farás uma montanha." É preciso dar tempo ao tempo, viver um dia após o outro, e não pensar que se a dor ainda não passou, ela não passará. É preciso paciência e persistência.

  • A força que precisamos para suportar, sem sucumbir, pode ser encontrada seguindo os seguintes conselhos:

  • 1 – Viver o luto

  • O período de luto é importantíssimo no processo para a cicatrização da ferida. Ele é fundamental para preencher o vazio deixado pela perda.

  • 2 – Ficar na companhia das pessoas queridas

  • Em algumas tragédias as pessoas ficam totalmente desoladas, pois perderam familiares, ou amigos, ou seus bens, ou mesmo o próprio lar. Nessas horas a compaixão predomina, por mais que nos sintamos sozinhos, é fácil encontrar ombros amigos.

  • 3 – Buscar consolo espiritual

  • As pessoas religiosas sabem que o período de vida mortal é infinitamente pequeno comparado à eternidade. Sabem que este é o tempo para se prepararem para encontrar com Deus, para serem testadas, e provarem que podem ser fiéis mesmo em situações extremas. Sabem que há vida após a morte e que no dia da ressurreição os mortos voltarão à vida, as famílias poderão manter os mesmos vínculos que as unen na mortalidade.

  • Thomas S. Monson disse: “À s vezes, parece não haver luz no fim do túnel – nem aurora para quebrar a escuridão da madrugada. Sentimo-nos cercados pela dor de um coração partido, o desapontamento de sonhos desfeitos e o desespero de esperanças perdidas. (...) Estamos inclinados a ver os nossos próprios infortúnios através do prisma distorcido do pessimismo. Sentimo-nos abandonados, inconsoláveis, sozinhos. A todos os que estão desesperados, que eu possa oferecer a garantia de palavras do salmista: ‘O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã’ (Sl 30:5)”.

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  • Por meio da oração, da leitura das escrituras e da frequência à Igreja e ao templo, os que sofrem serão consolados, fortalecerão a sua fé, e poderão focalizar mais facilmente na eternidade.

  • 4 – Ajuda profissional

  • Psicólogos e terapeutas podem ajudar as pessoas a passarem por todas as fases necessárias para superar o trauma e aprenderem a administrar a perda.

  • 5 – Buscar inspiração em pessoas que são exemplos de superação

  • Ler histórias inspiradoras de superação e procurar conhecer pessoas que superaram infortúnios aparentemente intransponíveis ajudará as pessoas a encontrar esperança e coragem para continuar.

  • 6 – Ser um exemplo de superação

  • Desejar ser um exemplo de superação que inspirará outros que estão na mesma situação pode ser um grande estímulo. "A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades." Lettie Cowman.

  • 7 – Tirar lições das tribulações

  • Por incrível que pareça podemos tirar grandes lições das adversidades. “Cada lágrima ensina-nos uma verdade." Ugo Foscolo. Aprender com as tribulações é transformar o infortúnio em esperança.

  • 8 – Ajudar a amenizar o sofrimento alheio

  • Ao ocuparem-se com o bem-estar do próximo, as pessoas desviam o foco de suas próprias aflições. Sentem-se bem por estarem sendo úteis, e acabarão sendo consoladas por saberem que seus problemas não estão no centro e não são os únicos.

  • A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência”, disse o filósofo grego Heródoto. É bem difícil enxergá-las, inicialmente, dessa maneira. Com o tempo, entretanto, veremos o quanto nos tornamos mais resistentes ao sofrimento, mais humanos e sensíveis às necessidades alheias, menos apegados aos bens materiais e às futilidades. “Não existe desespero tão absoluto quanto aquele que surge nos primeiros momentos de nosso primeiro grande sofrimento, quando não conhecemos ainda o que é ter sofrido e ser curado, ter se desesperado e recuperado a esperança." George Eliot.

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

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