Encontrando momentos de ternura em meio à ruína

Dicas para ajudar mães solteiras a lidarem com as reações negativas de seus filhos e encontrar alegria junto a eles.

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  • Você não pode dizer que viveu até que tenha ouvido de cada um dos seus filhos o quanto eles o odeiam em um único período de 24 horas. Eu tive essa experiência dolorosa e sobrevivi para contar. E me orgulho de informar que nunca pensei em fugir com o circo. Bem, talvez eu tenha desejado isso alguma vez.

  • Esse dia infame aconteceu logo após a separação daquele que fora meu marido por 17 anos. Nossos quatro filhos estavam confusos, mas não surpresos, tendo sobrevivido a demasiadas batalhas em casa, e até mesmo a alguns confrontos físicos, eles estavam com raiva. Como eu tinha a custódia, era o alvo fácil. Isso é algo que os pais solteiros devem compreender. O progenitor que tem a maior responsabilidade e mais contato é o que eles naturalmente tendem a culpar e desprezar.

  • As crianças ficam com raiva, frustradas e são consumidas com a dúvida sobre o seu próprio lugar na, agora dividida, família. Eles questionam o amor de seus pais um pelo outro quando foram trazidos ao mundo. Eles o culpam por quebrar a rotina a que estavam acostumados. Mesmo que fosse uma situação miserável, era pelo menos estável.

  • No momento em que o último deles veio a mim e expressou seu ódio eterno, eu só podia rir do absurdo de tudo isso. Dei a ele a mesma resposta calma e apropriada que eu tinha dado aos outros três quando demonstraram seu desprezo por mim "eu sempre vou te amar, não importa o quanto você acha que me odeia", e afastei-me um pouco mais machucada e mais cansada.

  • Amo meus filhos e, felizmente, tinha estudado psicologia básica o suficiente para entender que estavam apenas atacando a situação e não a mim e a minha condição de mãe.

  • Naquela noite, depois das orações, cada um rastejou até meu quarto e chorando pediu desculpas por sua explosão. Isso não poderia ter acontecido se eu tivesse reagido de forma mais agressiva. O que me manteve agarrada aos últimos fios desencapados da paciência?

  • Meu amor era incondicional

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  • Antes mesmo de serem sequer concebidos, eu sabia que os queria, e que isso nunca iria mudar apesar do fato de já não mais viver com o pai deles. Uma coisa não tem nada a ver com a outra e eu sabia disso. Meu trabalho era ajudá-los a compreender essa verdade.

  • Registrei e cataloguei os momentos alegres

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  • Eu tinha um diário para lembrar aqueles momentos em que eu estava muito próxima deles. Lendo essas preciosas lembranças quando o amor parecia minguado, ajudou-me a lembrar o que eles faziam e que ainda me amam.

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  • Estávamos todos de luto

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  • Assim como eu estava sofrendo a perda de um cônjuge, eles estavam de luto pela mudança radical na família. Ainda que esta fosse a escolha certa, certamente doeu. Por mais doloroso que era para mim, era mais para os meus filhos. Eles não haviam sido envolvidos no processo da tomada de decisão, e foi uma situação nova para eles. Além do mais, eu sabia a razão por que deveria sair do relacionamento e levá-los comigo. Eles não têm todas as informações e detalhes e nem devem ter. Havia detalhes que não precisavam ser compartilhados.

  • A alegria pode ser eterna, mas a felicidade, às vezes, vem em doses pequenas e não tão frequentemente como gostaríamos.

  • A vida é dura. Não é uma boa coisa a se dizer, mas às vezes é assim. Temos que procurar e agarrar-nos aos momentos que fazem valer a pena viver. É difícil fazer esses momentos acontecerem quando se é o único a se estressar com trabalho, contas, e outras responsabilidades. Encontre tempo para deixar essas preocupações de lado e fazer um pouco de magia. Surpreenda-os com um jantar - piquenique no chão da sala. Dê uma festa no café da manhã com balões e sorvetes. Vá com eles a algum lugar em que nunca estiveram ou sequer se imaginariam indo. Acorde-os com um sorriso, uma canção e um nariz de borracha vermelha.

  • Passar um tempo com cada um deles individualmente

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  • Planeje algumas atividades que não sejam em grupo. Passe alguns momentos com cada um para que saibam que você se preocupa com eles individualmente. Ofereça-se para responder a perguntas que possam ter. Responda-as honestamente sem degradar o seu ex-cônjuge, que afinal é o pai da criança.

  • Amamos nossos filhos e queremos o melhor para eles. Como mãe solteira, temos que fazer mais, e ter o dobro de paciência, porque, muitas vezes, não podemos simplesmente passar essa responsabilidade a outros. Esse desafio é agravado pelo fato de que estamos diante de uma vida sem alguém para abraçar-nos durante a noite e dizer que tudo vai ficar bem. Com o amor que temos por estes pequenos seres humanos, precisamos ocasionalmente fingir alegria e criar os momentos mágicos que precisam para atravessar a vida. Em troca, você receberá ocasionalmente o amor incondicional deles, e quando esses momentos acontecerem, registre-os em um diário. Faça deles uma reserva para as horas difíceis. Aprecie-os e lembre-se da próxima vez, de contar até 10.

  • Traduzido e adaptado por Stael Metzger do original Finding tender moments among the ruins, de Rebecca Rickman.

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Becky Lyn is an author and a 35+ year (most of the time) single mom.

Website: http://www.beckytheauthor.weebly.com

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