8 dicas para aprender a doar sabiamente

Veja como doar o que você não precisa mais e reúna a família para essa atividade. Juntos, vocês aprendem a enxergar as necessidades do outro e a ajudar quem necessita.

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  • Esse tema cabe perfeitamente a mim, porque coleciono tanto experiências gratificantes quanto frustrantes com relação a doações. E tenho a certeza de que aprendi muito com todas elas. Então, aqui vão dicas para que você não erre na hora de doar e passe a contribuir sabiamente com aquele que necessita da sua ajuda.

  • 1. Separe os itens que gostaria de doar

  • De tempos em tempos, nossos armários de roupas, baús de brinquedos de nossos filhos e prateleiras de livros precisam ser arrumados, pois adquirimos coisas novas e temos que abrir espaço para guardá-las. Em vez de pedir para sua mãe, sogra ou irmã um espacinho em sua casa para armazenar as coisas que você não usa mais, doe a quem precisa. Não guarde nada que deixou de ter função no último ano. As chances de precisar novamente do objeto são mínimas.

  • 2. Doe somente os itens em que estejam em boas condições

  • Por mais necessitada que seja a pessoa, não dê a ela roupas rasgadas, brinquedos quebrados ou sapatos furados. Não é porque a pessoa não tem nada, que vai agradecer por receber algo deteriorado. Coloque-se no lugar dela e doe apenas coisas em boas condições. Isso faz diferença. Se você quer se livrar de algo que não serve para doação, leve a um posto de reciclagem.

  • 3. Faça desse ato uma atividade em família

  • Minha filha de três aninhos já separa os brinquedos que não quer mais e me entrega para que sejam doados. Há crianças, porém, que não sabem desapegar facilmente de objetos. Isso não é culpa delas. Elas devem ter aprendido isso vendo as atitudes de seus pais com relação às coisas que possuem. Portanto, procure mostrar à família toda que é legal abrir espaço para novidades ao mesmo tempo em que vocês ajudam outras pessoas. Faça dessa atividade um momento de aprendizado para todos.

  • 4. Pesquise sobre a instituição para a qual deseja doar

  • Se seus filhos têm brinquedos que não usam mais, você pode acompanhá-los a uma creche, por exemplo, e ajudá-los a doar. Assim, estará ensinando o valor das boas ações a eles. Se tem roupas ou livros, procure um lugar que precise deles e leve até lá ou peça para que venham retirar. Muitas instituições fazem esse serviço hoje em dia. Mas antes de realizar esses atos, pesquise sobre a idoneidade do lugar, visite o espaço e converse com os funcionários. Não faça nada sem conhecimento de causa, pois o destino que alguns lugares dão para as doeções é completamente diferente do que você imaginou.

  • 5. E quando se tratar de uma pessoa física?

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  • Existem muitos anjos que agem sozinhos recolhendo doações para ONGs ou mesmo para pessoas necessitadas que são suas conhecidas. Não doe nada sem ter a certeza de que essa pessoa está fazendo a boa ação para o local do qual está falando. Se tiver dúvidas, ligue para a ONG ou peça para ir junto fazer a doação.

  • 6. Não doe dinheiro vivo (ele pode ser usado para outros fins)

  • Digo isso, pois recentemente aconteceu um revés comigo (talvez porque insisto em acreditar que todas as pessoas são boas): uma conhecida minha disse estar arrecadando alimentos ou dinheiro para certos animais abandonados. Comprei um pacote de ração e avisei a ela que a doação já se encontrava disponível. Quando ela percebeu que não era dinheiro que eu havia disponibilizado, desapareceu do mapa. Portanto, fica a dica: dinheiro em forma de produtos é a melhor maneira de doar.

  • 7. Mas nunca devemos dar dinheiro?

  • Existem ONGs de extrema confiança que pedem ajuda financeira, mas o fazem mediante cadastramento do doador e entrega de boletos. A maioria delas costuma prestar contas aos contribuintes, mesmo que de forma simples (sem mostrar toda a sua contabilidade). Essas são as instituições confiáveis para ajudarmos. Não use o sistema de depósito em conta corrente e não forneça o número do seu cartão de crédito a ninguém.

  • 8. Vale a pena contribuir em campanhas de arrecadação

  • A mais conhecida delas talvez seja a de arrecadação de agasalhos feita por diversas prefeituras quando o tempo começa a esfriar. Mas existem outras tantas, como as que pedem alimentos não-perecíveis para famílias carentes. Acho muito bem-vindas. São tantas as pessoas que precisam de um único agasalho ou apenas um prato de comida. Se confiarmos em quem está promovendo a campanha, por que não ajudar?

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Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.

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