Depressão infantil: Isso não é brincadeira de criança

Existem alguns fatores que podem levar uma criança a entrar em depressão. A depressão parece ser comum em certas famílias, e uma criança ou um jovem que tenha parentes que sofrem de depressão tem mais probabili...

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  • Dois filhos estão no meio do divórcio de seus pais. Os pais temem que eles entrem em depressão. Um dos filhos fala, faz perguntas e chora com frequência. O outro não comenta sobre o problema e continua a vida do jeito mais normal possível, mas começa a ter problemas com algumas matérias na escola. Com qual dos dois filhos os pais devem se preocupar mais? A resposta é ambos. Ambos estão demonstrando sintomas de depressão e precisam ser avaliados e observados.

  • Quem está correndo riscos?

  • Existem alguns fatores que podem levar uma criança a entrar em depressão. A depressão parece ser comum em certas famílias, e uma criança ou um jovem que tenha parentes que sofrem desta doença tem mais probabilidade de desenvolver o mesmo problema. As crianças que têm dificuldade para reagir ao seu ambiente social demonstram uma maior tendência a se tornarem deprimidas. Alguns acontecimentos mais sérios, como divórcio, mudança, morte de um ente querido, algum tipo de abuso, podem fazer com que uma criança ou um jovem entre em depressão.

  • Como reconhecer a depressão

  • A depressão é uma doença caracterizada por um estado depressivo de longa duração e que interfere na habilidade que a criança ou o jovem tem de “funcionar” normalmente. Segundo pesquisas, uma em cada 33 crianças sofre de depressão. Estes são alguns dos sintomas da depressão:

    • Explosões emocionais como gritos ou choros.

    • Ansiedade.

    • Rejeição por outras crianças.

    • Diminuição do apetite.

    • Mudança nos padrões de sono.

    • Medo de que um dos pais morra.

    • Apego demasiado aos pais.

    • Problemas na escola.

    • Mau humor.

    • Sentimento frequente de tristeza.

    • Choro frequente.

    • Sentimento de que não é compreendida.

    • Pouca disposição.

    • Isolamento social.

    • Pouca comunicação.

    • Sentimentos de culpa.

    • Baixa autoestima.

    • Extrema sensibilidade à rejeição ou a erros cometidos.

    • Aumento na irritabilidade.

    • Queixas de desconforto físico, como dores de cabeça e de estômago.

    • Baixo desempenho escolar.

    • Faltar à escola.

    • Problemas comportamentais.

    • Baixa concentração.

    • Sentimentos de que não tem valor.

    • Comentários sobre se ferir ou suicidar.

    • Planejar ou tentar fugir de casa.

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  • Devido aos vários estágios de desenvolvimento em que as crianças se encontram, pode ser difícil reconhecer os sintomas de depressão nelas. Se seu filho apresenta sintomas de depressão e as prováveis causas físicas tiverem sido eliminadas, talvez seja bom uma avaliação por um profissional de saúde mental.

  • Como tratar a depressão

  • Quanto mais cedo os sintomas da depressão forem reconhecidos e o tratamento iniciado, melhores serão os resultados. Recomenda-se um tratamento abrangente que inclua terapia familiar e individual. Pode ser que o tratamento também inclua a administração de um antidepressivo. Veja abaixo algumas formas comuns de terapia e seu enfoque:

    • Cognitiva: altera o pensamento negativo.

    • Comportamental: ajuda a aumentar a frequência de atividades prazerosas.

    • Habilidades sociais: ensina a como reagir em certas situações e aumenta as habilidades de interação social.

    • Autocontrole: fornece estratégias para o automonitoramento e o autocontrole.

    • Interpessoal: enfoque nos relacionamentos e nas funções sociais.

  • Medicação

  • Antidepressivos também são uma forma de tratamento. Pode levar de quatro a seis semanas até que os efeitos esperados surjam. O maior motivo pelo qual as pessoas param de tomar antidepressivos são os efeitos colaterais. No entanto, só se deve interromper o tratamento sob a orientação de um médico. Fale com o médico sobre suas preocupações e sobre tratamentos alternativos.

  • Dieta, sono e atividade

  • Ajude seu filho a manter uma alimentação regular, pois o corpo dele necessita de energia para lidar com a depressão. Da mesma forma, observe as atividades físicas e o sono dele. Uma criança que não esteja dormindo bem pode sentir um aumento no efeito da depressão. Não dormir bem pode também prolongar a doença. Atividades físicas podem ajudar a combater ou aliviar os efeitos e os sintomas da depressão. Os pais também devem prestar atenção aos filhos. Procure entender pelo que eles estão passando e os ajude a encontrar atividades significativas e prazerosas.

  • Apesar da dificuldade de conversar com seu filho sobre os desafios que ele pode estar enfrentando devido à depressão, isso pode mudar a vida dele e tornar-se algo extremamente importante para o bem-estar geral dele.

  • Traduzido e adaptado por Wagner Vitor do original Children who have the 'blues' are not to sing about, de Michelle Schultz.

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Michelle Schultz é professora do Ensino Fundamental, graduada em Psicologia e Sociologia, mãe de dois filhos e gosta de esportes e atividades com os filhos.

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