Esquizofrenia: O que fazer quando um ente querido recebe este diagnóstico

O preconceito é a primeira barreira que se enfrenta ao receber o diagnóstico. A esquizofrenia é uma doença grave, mas que pode ser controlada se for feito acompanhamento e tratamento corretos. Veja o que fazer.

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  • O que é a esquizofrenia? Doença ou transtorno mental que atinge aproximadamente 1% da população. Temos a impressão que se trata de um número pequeno quando olhamos através da porcentagem, porém quando verificamos a quantidade de pessoas que essa porcentagem representa vemos que se trata de um número alarmante, cerca de 1,8 milhões de pessoas.

  • Em geral aparece na adolescência ou início da idade adulta, se instala gradualmente e vai piorando com o tempo. Até hoje não se descobriu as causas da esquizofrenia, mas há um consenso de que existam fatores de ordem genética e ambientais envolvidos.

  • O preconceito é a primeira barreira que se enfrenta ao receber o diagnóstico, por muito tempo a sociedade considerou como loucura os transtornos mentais e como resultado marginalizou as pessoas afetadas. Um longo processo de ressignificação da doença através de movimentos, como a luta antimanicomial de profissionais e familiares, buscam reestruturar todo o atendimento e tratamento para quem possui esquizofrenia.

  • Quando feito um tratamento adequado, os portadores de esquizofrenia levam uma vida normal e perfeitamente integrados à sociedade. A medicina ainda não sabe como prevenir a doença, mas os tratamentos de hoje proporcionam um controle bastante satisfatório.

  • Quais os sintomas?

  • O diagnóstico da esquizofrenia é definido a partir de um conjunto de sintomas, sendo os mais comuns:

  • DELÍRIOS: Perda da noção de realidade. O indivíduo tem pensamentos e ideias que não correspondem com a realidade. Ficam no campo da ideia, por exemplo, a pessoa acredita que é um espião internacional.

  • ALUCINAÇÕES: Trata-se de uma alteração dos órgãos do sentido, podendo ser auditivas (ouvir vozes), visuais (ver coisas) e as menos comuns, olfativas (sentir cheiros) e do tato (sensações de formigamento).

  • ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO: O paciente sente que seus pensamentos não lhe pertencem ou que eles foram roubados por alguém.

  • ALTERAÇÕES DA AFETIVIDADE: Perda da capacidade de expressar suas emoções ou expressá-las fora de contexto.

  • DIMINUIÇÃO DA MOTIVAÇÃO: Falta de vontade e ânimo para fazer as tarefas do dia a dia, isolamento e retraimento social.

  • SINTOMAS MOTORES: Conhecido como Catatonia, onde o paciente passa a ficar parado, sem movimento, sem fala, como se fosse estátua.

  • O tratamento

  • O tratamento medicamentoso é imprescindível para aliviar os sintomas nas fases mais agudas da doença e para prevenir novos surtos. Assim como o diabético toma insulina, o esquizofrênico depende de antipsicóticos para controlar a doença. Contudo, apenas os medicamentos não podem proporcionar uma vida normal ao paciente, haverá necessidade de um acompanhamento multiprofissional com psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos e orientador familiar.

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  • O papel da família

  • Tão importante quanto os medicamentos, o apoio e compreensão familiar são de extrema necessidade. É essencial que os familiares saibam lidar com as situações estressantes, dosar o grau de exigência em relação ao paciente, pensar na integração pessoal e qualidade de vida do indivíduo.

  • Contudo, não será uma tarefa fácil. Por vezes os familiares podem sentir-se culpados, perdidos e com raiva, para isso, buscar ajuda de orientação psicológica será fundamental.

  • A esquizofrenia é uma doença grave, mas que pode ser controlada se for feito um acompanhamento e tratamento corretos.

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Taís Bonilha da Silva, estudante de Psicologia, atua na área da Saúde Mental. Participa do Programa de Monitoria na Universidade na disciplina de Análise do Comportamento. Esposa e mãe de 2 filhos.

Esquizofrenia: O que fazer quando um ente querido recebe este diagnóstico

O preconceito é a primeira barreira que se enfrenta ao receber o diagnóstico. A esquizofrenia é uma doença grave, mas que pode ser controlada se for feito acompanhamento e tratamento corretos. Veja o que fazer.
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