7 dicas para sair de casa com os filhos pequenos sem enlouquecer

Nem sempre o passeio ou a ida ao supermercado vai sair do jeito que imaginávamos. Uma birra pode acontecer no meio do caminho, ter calma e paciência ajudam muito na hora de resolver os conflitos com os pequenos.

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  • A primeira vez que saí de casa depois que a minha segunda filha nasceu foi um desastre. Chegando ao shopping ela começou a chorar desesperadamente de fome e meu outro filho, que na época tinha quase dois anos, saiu correndo porque queria brincar. Eu tinha um bebê pequeno gritando, um carrinho, um bebê conforto na mão e uma bolsa cheia de bugigangas caindo pela calçada. Se a minha irmã não estivesse por perto, acho que estaria até hoje lá procurando por ele. Respirei fundo e continuamos o passeio.

  • A vontade, na verdade, era voltar para o carro e ir direto para casa. Tudo foi péssimo como o início já tinha previsto. Eu estava acostumada com a logística de apenas um filho. Depois de chegar a casa decidi que só iria sair de novo quando um deles estivesse com 10 anos ou quando pudesse contratar umas dez babás para me ajudar, tamanho o estresse que passei. Claro que não fiz nem uma coisa e nem outra. Com o tempo comecei a me adaptar a essa nova rotina e descobrir o que dava certo agora, com dois filhos pequenos.

  • Abaixo seguem algumas das coisas que me fazem estar mais tranquila e não me deixam enlouquecer "muito" quando quero sair com eles.

  • 1. Alimente-os

  • Sempre dou almoço, lanche ou o jantar antes de sair. Eles ficam com mais energia, mas pelo menos não ficam irritados. Assim fica mais fácil de negociar quando a bagunça começa a ficar fora do controle.

  • 2. Faça-os dormir antes

  • Criança cansada é sinônimo de estresse e desespero. Para você e para o seu filho.

  • 3. Reconhecimento do local

  • Quando chegar ao destino mostre o lugar para eles, explique o que vão fazer, quem vai estar lá e o que não pode ser feito. Funciona muito com a nossa família quando vamos num restaurante, por exemplo. Nós andamos por entre as mesas mostrando para eles os objetos e explicando o que acontece lá enquanto a comida não chega. Eles ficam mais calmos e, normalmente, conseguimos comer sem maiores problemas.

  • 4. Lanchinho na bolsa

  • Uma bolachinha, um suco ou um pirulito sempre são bons companheiros. Às vezes a inquietação dos pequenos é fome ou sede.

  • 5. Choro desesperado

  • Aqui em casa é assim, se um começa a se agitar ou chorar o outro vai no embalo. Então quando estamos num local público e alguém começa com o chororô, levamos o filho que está nervoso para fora ou outro ambiente reservado até que se acalme.

  • 6. Fique calmo

  • Respire fundo e tente entender o motivo. As crianças na maioria das vezes não conseguem expressar com palavras o que estão sentindo, então apelam para o choro. Pode ser o guardanapo que ele não consegue pegar, um brinquedo que ficou esquecido no carro, um cadarço desamarrado. Qualquer coisa simples de resolver.

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  • 7. Hora de ir embora

  • Tem momentos que precisamos ceder. Se o choro não passar ou a irritação das crianças não cessar é porque a hora de ir para casa chegou.

  • Depois daquela primeira tentativa, outras se seguiram desastrosas também. Foram cansativas até o momento em que percebi o fato de que eles eram crianças e esse cenário não iria mudar tão cedo. Então tivemos que nos adequar. Às vezes iriam chorar e fazer birra. Em outros momentos a ida ao supermercado acabaria sem nenhuma lágrima. Não se intimide com os olhares reprovadores dos desconhecidos e conhecidos, por mais inconveniente que pareça, é normal. As crianças ainda não estão acostumadas com as regras de convivência. E isso cabe a nós ensinarmos a elas.

  • Não adianta dar palmadas também. Violência gera violência. Você vai bater nelas. Elas vão bater no irmãozinho, que vai bater nos amiguinhos da escola. Simplesmente porque essa vai ser a forma deles aprenderem como resolver os problemas, com agressividade.

  • Comigo essas atitudes funcionam e acredito que tudo depende muito da forma como nós adultos olhamos as coisas. Algo que meu marido tem falado muito nos últimos passeios é: "Relaxa! Deixe, são crianças. Estão fazendo coisas de crianças. Eu também ia querer estar rolando nesse chão lisinho e brilhoso do supermercado!".

  • Então é assim, com os devidos limites, mas deixando que eles aproveitem a infância. Passa muito rápido e vamos sentir saudades desse tempo. Logo eles não vão mais querer a nossa companhia nos passeios.

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Caroline é uma jornalista catarinense que optou por ser mãe em tempo integral depois do nascimento dos filhos. Ama escrever e ainda acredita que pode mudar o mundo com isso.

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Nem sempre o passeio ou a ida ao supermercado vai sair do jeito que imaginávamos. Uma birra pode acontecer no meio do caminho, ter calma e paciência ajudam muito na hora de resolver os conflitos com os pequenos.
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