Senhor, porventura sou eu?

Somente a mudança de coração faz com que sejamos convertidos. O orgulho e a falta de autoanálise nos distancia de ser um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo.

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  • O significado da palavra conversão é transformação. Ninguém pode ser convertido se não houver uma mudança de dentro para fora, ou seja, a mudança deve acontecer através dos pensamentos vindos do coração convertidos na busca de novos atributos e atitudes para definir um novo comportamento.

  • O ser humano em geral é crítico, felizmente podemos utilizar nossa capacidade para diferenciar a crítica que nos ajuda a crescer da crítica injusta e destrutiva; porém pior do que a crítica em geral é a hipocrisia de quem faz a crítica. Ninguém gosta de ser criticado, principalmente sabendo que a crítica parte de alguém que geralmente impõe ideias e afirmações daquilo que na maioria das vezes não vivencia.

  • Jesus Cristo sabia muito bem o que isto significava quando em muitas ocasiões definiu o comportamento daqueles que eram seus principais críticos, os escribas e fariseus, em hipócritas. Mateus 23 nos dá uma amostra disso.

  • Lembro-me de uma história contada sobre a parábola da vidraça em uma reunião que participei.

  • Havia um casal que acabara de se mudar para um novo bairro. Logo na primeira manhã, ao tomarem o desjejum, a esposa comentou com o marido: "Que lençóis sujos pendurados no varal de nossa vizinha, se tivesse intimidade ensinaria a ela como lavá-los".

  • Passada uma semana, o comentário da esposa se repetiu: "Que lençóis sujos pendurados no varal de nossa vizinha, se tivesse intimidade ensinaria a ela como lavá-los". (O marido observava em silêncio).

  • E assim foi sucessivamente até que em certa manhã, para a surpresa da esposa, que se surpreendeu ao ver os lençóis brancos e muito limpos pendurados no varal de sua vizinha. "Nossa querido! Parece que nossa vizinha finalmente aprendeu a lavar seus lençóis".

  • O marido desta vez quebrou seu silêncio dizendo: "Não, querida, pelo contrário, hoje pela manhã acordei mais cedo e dei uma boa limpada na vidraça de nossa janela!".

  • Muitas vezes agimos desta forma ao criticar os erros e atitudes de outras pessoas. Será que não erramos também ou será que o erro não está em mim para determinadas atitudes de outras pessoas?

  • Se realmente desejamos ser convertidos ou transformados em uma nova pessoa precisamos mudar nossa forma de pensamento, buscar novos atributos e colocá-los em prática através de nosso comportamento. Primeiramente:

  • - Não devemos julgar

  • O julgamento deve sempre acontecer dentro de um contexto e por mais que a pessoa seja qualificada para julgar, pode ocorrer julgamentos injustos ainda que amparado pela lei. Sabemos que o mais qualificado, justo e sem qualquer precedente e procedente de erros e imperfeições para realizar qualquer tipo de julgamento foi somente um único homem que viveu nesta terra, e este foi Jesus Cristo, Ele nos mostra através de seu conhecimento e ensinamentos como proceder, vejamos em Mateus 7:1-5:

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  • "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão."

  • - Devemos avaliar o nosso próprio comportamento

  • Em Mateus 26:21-22, exatamente em um momento crucial, na véspera da crucificação, onde Jesus Cristo junto com seus apóstolos partilhava o pão, Jesus Cristo disse: "Em verdade vos digo que um de vós me há de trair." Ao que cada um de seus discípulos disseram: "Porventura sou eu, Senhor?"

  • Geralmente o orgulho impede que façamos nossa própria avaliação, na maioria das vezes temos a tendência de nos julgarmos melhores que o nosso próximo. Dieter F. Uchtdorf afirma que: "Devemos pôr de lado nosso orgulho, ver além da nossa vaidade e, em humildade, perguntar: 'Porventura sou eu, Senhor?'"

  • Podemos nos converter se desejarmos mudar nossos pensamentos e principalmente nosso coração. Se começarmos colocar em prática em nosso comportamento estes dois princípios descritos acima, estaremos no caminho certo para a conversão, notaremos uma mudança não somente em nós, mas dentro de todo um contexto, o relacionamento com o próximo será melhor, o casamento será edificante, o trabalho será produtivo e agiremos realmente como discípulos de Jesus Cristo. Apenas precisamos começar e perguntar a nós mesmos: "Porventura sou eu, Senhor?"

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Sandro A Correa é graduado em Farmácia, pós-graduado em Fisiologia - UEL e Empresário do ramo de seguros. Natural de SCS - São Paulo; Casado, pai de dois filhos, tem como hobby a prática do tênis.

Website: http://mormon.org/por/me/9HPR/Sandro

Senhor, porventura sou eu?

Somente a mudança de coração faz com que sejamos convertidos. O orgulho e a falta de autoanálise nos distancia de ser um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo.
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