Como lidar com estas malucas diferentes: As sogras

Minha sogra não é horrível, ela é apenas diferente do que eu fui criada e com o que eu estou acostumada. É hora de aprender a se adaptar a diferentes modos de ser.

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  • Outro dia, meu irmão recém-casado e eu estávamos conversando sobre sogras. Depois de atravessar o país com a sua, ele descobriu que ela não era exatamente a pessoa que ele imaginou ao conhecê-la. Ele disse algo que para mim pareceu acertar em cheio com relação às sogras. Ele disse: "Ela é apenas uma louca diferente das que estou acostumado."

  • Ele está certo. Isso não significa que nossas sogras sejam horríveis, enquanto nossas mães são perfeitas. É que elas são diferentes. Então, como se adaptar a uma maluca diferente? A seguir estão alguns dos problemas que enfrentei com a minha própria sogra.

  • Comunicação

  • É lugar comum, eu sei, mas é verdade. Minha família é um livro aberto, talvez demasiado aberto. Já a dos meus sogros não é apenas fechado, é escondido. Eu escrevi cartas para minha sogra comunicando sentimentos, maus e bons. Embora, nada tenha mudado, ela sempre foi gentil, e eu descobri que ela me ajuda a não manter sentimentos negativos guardados. Nós provavelmente não mudaremos, mas não dói explicar quem somos e porque fazemos as coisas que fazemos. Um pouco de compreensão é uma importante contribuição.

  • _"Como posso te chamar?"_

  • Ainda me lembro do telefone tocando uma vez durante o jantar em família. Meu cunhado estava mais próximo e atendeu. Era para a minha mãe. Ele ficou lá meio sem jeito, segurando o telefone na frente dela, sem dizer nada. Havia cerca de vinte pessoas na sala e nenhum de nós sabia para quem era. Por fim, ele deixou escapar: "É para você, Mã... Sogr... Connie... Irmã Rose... Sra. Rose."

  • Nós achamos a situação constrangedora, ainda mais quando a minha mãe deu-lhe um olhar estranho como quem diz: "Eu não sou sua mãe."

  • Muito diferente dos desejos de minha própria sogra que adoraria que eu a chamasse de "Mãe". Não me sinto confortável chamando-a assim. Não porque ela não seja uma pessoa maravilhosa ou que eu não a ame, mas simplesmente porque eu já tenho uma mãe. Esse título é muito sagrado. Não é apenas um nome. É algo que se conquista. Minha mãe o conquistou, assim como minha sogra ao ter seus próprios filhos. Por mais que algumas famílias tentem agir como se não houvesse essa distinção entre mães e sogras, sabemos que não é bem assim. Caso contrário, não haveria necessidade de uma designação própria. É um fato, não uma crítica. Mas ser sogra e não mãe, não significa que você seja menos. Eu certamente não espero que minha sogra sinta por mim o mesmo que sente por suas filhas. E, claro, não me ofende ser tratada como nora. Ainda podemos ter um ótimo relacionamento sem forçá-lo a ser mais do que precisa ser.

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  • Mudanças provavelmente não acontecerão

  • Quantas vezes já tivemos as mesmas discussões vez após vez com nossos entes queridos? Isso porque todos têm falhas e geralmente essas discussões centram nos nossos erros. Mudar é difícil, mas talvez a aceitação seja mais fácil. Durante anos, houve coisas que me deixavam louca com relação à minha sogra e eu tenho certeza de que ela sentia o mesmo por mim. Eu descobri que quanto mais eu tentava fazer as coisas mudarem, mais frustrada eu ficava. Eu tive uma revelação um dia desses. Percebi que não estava sendo justa com ela. Minha mãe é uma mulher forte e independente. E eu estava esperando que minha sogra lidasse com as coisas do jeito que minha mãe faz e me chateava quando não era assim. Eu nem percebia que estava fazendo isso. Via minha sogra como uma pessoa fraca e estava perdendo o respeito por ela, apenas por ser diferente - algo muito injusto.

  • Minha mãe nos criou para sermos fortes e independentes. Ela encoraja os filhos e seus cônjuges a contar um com o outro e não depender dos pais. Minha sogra, por outro lado, adoraria que vivêssemos com ela, que sentássemos juntos todos os dias no sofá, abraçássemos e beijássemos uns aos outros com frequência. O que me leva ao próximo ponto.

  • Espaço pessoal

  • A primeira vez que a família do meu marido se reuniu, todos nos abraçamos na chegada e depois novamente na despedida. Vivemos a cerca de um quilômetro e meio de distância uns dos outros, e nos vemos o tempo todo. Não sou de muito contato físico, então expliquei aos meus sogros que só porque eu não sou uma pessoa muito carinhosa não significa que eu não goste da família. Fui criada de maneira diferente. De um jeito estranho, eu percebi que me ressentia abraçando e beijando minha sogra, porque eu nem sequer agia dessa forma com a minha própria mãe, de quem sou muito próxima. Parecia falso para mim. O que percebi é que não era falso da parte dela. É assim que ela demonstra amor e por mim está bem. Também está bem se eu não fizer algo que não me sinta confortável. Tendemos a esperar que as pessoas reajam da maneira que queremos, e quando não o fazem, achamos que algo está errado com elas.

  • Não fique ofendido com as pequenas coisas. Deixe isso para as grandes

  • Se sua sogra convida as filhas para almoçarem ou fazerem compras e não convida as noras, antes de ficar ofendida, pergunte-se se você convidaria sua sogra para almoçar com você e suas irmãs ou sua mãe. Provavelmente não. Só porque ela quer fazer algumas coisas apenas com suas filhas não significa que ela odeia você. Se não é uma ofensa, não faça parecer que é. Além disso, se sua sogra quer fazer um retrato de família e pede ao fotógrafo uma foto da família original, sem genros e noras. Não tem problema. Não se ofenda. Só será ofensivo se essa for a única foto que ela quer tirar. Sogros, seus filhos escolheram se casar com seus cônjuges. Não foi sua escolha nem deveria ser. Porém, não os exclua de uma foto de família, uma vez que agora são parte da família, quer você goste ou não.

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  • _"Se você não pode dizer nada de bom..."_

  • Sim, ela tem falhas, mas isso não faz dela uma pessoa ruim. Eu sei que tenho também. Ela é uma mãe e, provavelmente, teve seus defeitos apontados sua vida inteira, seja por seus filhos, cônjuge ou por si mesma. Assim como às vezes quero uma trégua, então por que não posso dar-lhe uma? Eu sei que um dia, eu vou enfrentar esses mesmos problemas com minhas próprias noras, e saber disso dá-me a perspectiva que preciso ser mais bondosa. No mínimo, ajudará a tornar mais fácil a vida de meus filhos quando se casarem.

  • Traduzido e adaptado por Stael Metzger do original How to deal with a different crazy: Mother-in-laws, de Kate Lee.

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Kate Lee é esposa, mãe de 3 filhos e escritora com bacharelado em Comunicações.

 

Website: http://Www.momentsofchunder.blogspot.com

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