Guia de sobrevivência para pais de adolescentes

Se “Não entendo qual é o problema” é uma frase que você repete como um mantra sem fim, você tem um adolescente em casa e precisa de ajuda.

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  • Chega arrastando os pés, notavelmente cansado, mochila cheia de livros que inclina suas costas, resmunga um simples "Oi" que significa "estou cansado, tive um dia terrível e tenho que estudar para amanhã." O lanche, como de costume, está pronto. É a bela tarefa de ser mãe que prepara você para recebê-lo com entusiasmo e fingir não se importar com sua aparente indiferença. Ele a ama, mas está nessa fase onde os sons e grunhidos guturais são sua maneira de dizer "eu te amo." Por seu caminho ficam trilhas de roupas jogadas, uma camiseta, os calçados esportivos, meias com aquele cheiro terrível e as migalhas do pedaço de bolo que ele enfiou em sua boca sem perceber a decoração, que levou a você um bom tempo para preparar.

  • Seu filho chegou em casa, você respira, sente esse alívio que enche os pulmões de uma paz infinita, porque seu adolescente está a salvo. Você liga o jornal, começa a preparar o jantar e fica atenta ao que precisa. Você ouve barulhos estranhos de seu quarto, você nem quer ver, ele está bravo porque você arrumou sua mesa, aromatizou o ambiente e colocou lençóis limpos na cama.

  • Obviamente você para de cortar a cebola e se dirige a ele: Você gostou como eu organizei as coisas? Um silêncio sepulcral que lembra você de Bram Stoker, lhe perfura com os olhos, mas quando você se aproxima mais de sua porta, ele lhe diz que está cansado e quer dormir um pouco antes de estudar.

  • À noite, você sabe muito bem que é hora de colocar a água no fogo, dar meia volta e cantar um hino, ou uma melodia suave inspiradora: "Oh belo lar, oh doce lar… casa de Cristo, oh belo lar…"

  • Seu filho não vai dormir, vai ligar o mp3 tão alto que vai esmagar qualquer verso doce em seu caminho. Seu marido chega, você se lembra que este homem com rosto de boa índole é seu pai, então você comenta com ele detalhadamente que o menino tem atitudes que você não gosta. Ele lhe beija suavemente e senta para ouvir, mas você quer agir e o manda ao campo de batalha, que é o quarto de seu filho, que é a trincheira destes tempos.

  • Seu marido se aproxima e ouve do quarto, "Estou estudando." Então ele fecha a porta e retira-se para trocar de roupa e esperar o jantar. Você fica louca, não consegue entender que ele como pai não esteja interferindo para que essa atitude de jovem das cavernas mude e você se senta para chorar desconsoladamente. "Eu não entendo qual é o problema, não entendo suas modas, não entendo o que ele precisa" você repete como um mantra sem fim. Querida, é só isso: você tem um adolescente em casa. Aqui eu compartilho duas dicas que podem ajudar nessas circunstâncias:

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  • Lembre-se de sua adolescência

  • É bom lembrar que você também passou por fases semelhantes, dias onde tudo eram flores e outros onde o céu era um manto de luto eterno. Empatia é a melhor estratégia para entender seu filho e suas mudanças. Antes de sentar-se para dar um sermão sobre suas atitudes, coloque-se em seu lugar. Identifique seus tempos: é preciso aprender a falar com os adolescentes para saber quando é o momento para fazê-lo, e quando você precisa silenciar suas inquietações internas. Em seguida, aja, se ele se aproximar de você, aproveite essa oportunidade para ouvi-lo, se ele se fechar permita que ele busque a calma do seu jeito.

  • Encoraje-o e respeite a sua privacidade

  • Se você quiser que o seu quarto não seja confundido com um ramo do aterro, fale com ele sobre a limpeza de seu quarto. Atribua um dia e horário limite para mantê-lo limpo. Deixe que ele mesmo seja responsável pela limpeza, motive-o recompensando-o com algo que lhe agrade, um bolo de morango, um prato que ele goste, uma ida ao cinema.

  • A adolescência é uma fase temporária onde o seu filho precisa se sentir seguro e amado, mas em especial sentir empataia e respeito por seu processo. Coloque estes conselhos em prática e me conte se você não parou de repetir o mantra...

  • _Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original Guía de supervivencia para padres con adolescentes.

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Marta Martínez é do Uruguai. Ela é formada em psicologia e tem pós-graduação em logoterapia. Ela ama o que faz e adora servir ao próximo.

Guia de sobrevivência para pais de adolescentes

Se “Não entendo qual é o problema” é uma frase que você repete como um mantra sem fim, você tem um adolescente em casa e precisa de ajuda.
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