Quer acabar com a corrupção? Seja honesto

Mais do que protestos, precisamos de esperança. Somos nós que colocamos nossos governantes no poder. Precisamos mudar a partir de nossos lares. Isso é possível. Veja como neste artigo.

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  • Os brasileiros saíram da passividade e rumaram às ruas para protestar por seus direitos e contra toda a injustiça social da qual têm sido vítimas há tanto tempo. A lista de reclamações é longa e o povo sente que agora é a hora de resolver essas questões que têm trazido tanto sofrimento e privação.

  • Muitos líderes políticos estão em evidência e têm sido acusados de corrupção, favoritismo, extorsão e outros crimes graves. O povo, indignado, grita palavras de ordem. Outros poucos, totalmente descontrolados, quebram tudo o que veem pela frente.

  • Isso me faz pensar onde tudo começou. Não estou tentando lembrar de algum ponto na história que tenha favorecido o cenário atual. Estou tentando imaginar em que ponto da vida de cada líder corrupto começaram os atos de desonestidade. Sim, meus amigos, ninguém nasce desonesto. Desonestidade se aprende ou não é contida a tempo.

  • Gostaria muito que vocês acompanhassem meu raciocínio.

  • A honestidade se ensina em casa e na mais tenra infância

  • Aqueles políticos – a quem muitos acusam de corruptos – foram crianças e tiveram pais que lhes ensinaram. Será que ensinaram bem? Provavelmente não saberemos. Mas cada um de nós pode saber se está cumprindo seu papel, ensinando adequadamente os próprios filhos.

  • As perguntas abaixo podem ajudar:

    • Ensino honestidade a meus filhos?

    • Ensino-lhes que precisam respeitar os pertences alheios?

    • Estou fazendo-os devolver qualquer pequeno roubo que cometem, confessar seu erro e pedir desculpas àqueles que prejudicaram?

    • Faço-os entender que colar na prova é um erro grave e que o aprendizado é um pré-requisito para se tornarem bons profissionais no futuro?

    • Ensino-lhes que não podem consumir produtos dentro do supermercado, a não ser que tenham sido pagos?

    • Ensino-lhes que os professores são uma autoridade e precisam ser respeitados e obedecidos?

    • Apoio os professores na forma como avaliam meus filhos e jamais faço uso de um discurso influente a fim de aumentar suas notas ou evitar perda de pontos quando merecem perdê-los?

    • Nunca lhes peço que mintam para me ajudar?

    • Jamais me faço de cego quando meus filhos mexem na minha carteira ou quando não devolvem todo o troco das compras que pedi que fizessem?

    • Dou tempo e amor a eles, pois sei que um brinquedo novo ou dinheiro não são substitutos à altura?

    • Mostro-lhes que o dinheiro é a recompensa de um trabalho árduo e honesto e não pode ser conseguido por outros meios?

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  • Um bom exemplo dos pais e dos cuidadores pode ser decisivo

  • Precisamos de pais e cuidadores que ensinem o que foi alistado acima e, principalmente, que ensinem com mais propriedade, o que só pode acontecer quando derem o exemplo.

  • De nada adianta ensinar o que é certo e elogiar uma atitude honesta dos filhos, mas acabar dando-lhes maus exemplos, como os alistados abaixo:

    • Não devolver o troco recebido a mais.

    • Passar no sinal vermelho.

    • Ultrapassar em locais proibidos.

    • Estacionar em locais proibidos.

    • Mentir, dar desculpas, ocultar a verdade.

    • Não procurar o dono de um envelope ou carteira com dinheiro que foi encontrada na rua.

    • Furar a fila.

    • Favorecer os amigos ou ser favorecido por eles, enquanto os demais precisam esperar a sua vez.

    • Sentar nos assentos preferenciais dos ônibus ou não dar o lugar a um idoso, gestante ou deficiente.

    • Fingir uma doença.

    • Sonegar impostos.

    • Dar um “agradinho” ao policial para evitar uma multa.

    • Não assinar a carteira dos empregados.

    • Vender o voto.

    • Envolver-se em qualquer outra prática ilegal.

  • Essa geração está lutando por um governo mais justo. Vocês já pensaram que a próxima geração poderá ser liderada por seus próprios filhos? Sim, isso certamente acontecerá. Eles liderarão suas próprias famílias, nas empresas em que trabalharem, dentro das próprias empresas e alguns deles penderão para a política.

  • Torçamos para que as futuras gerações de políticos sejam da mais alta estirpe. Torçamos para que cada pai e mãe deste país encare suas obrigações com a total responsabilidade. Não negligenciemos nossas obrigações! Deixemos de lado o que menos importa e voltemos nossos olhos, pensamentos e orações àqueles que poderão se tornar os salvadores de uma geração desiludida. Ou, pensando com mais otimismo, àqueles que possam dar continuidade a um governo que saiu da obscuridade da corrupção para a luz da honestidade e transparência.

  • A quem essas palavras chegarem, faço um apelo: comecem a praticar honestidade total dentro do seu próprio lar. Não cedam à tentação de dar o “jeitinho brasileiro”. Sejam honestos em pensamentos, palavras e ações. Ensinem seus filhos através de seu poderoso exemplo. Vocês terão paz de consciência, uma família mais feliz e, consequentemente, o governo que realmente merecem.

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Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.

Website: http://erikastrassburger.blogspot.com.br/

Quer acabar com a corrupção? Seja honesto

Mais do que protestos, precisamos de esperança. Somos nós que colocamos nossos governantes no poder. Precisamos mudar a partir de nossos lares. Isso é possível. Veja como neste artigo.
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