Automutilação: O perigo mora dentro de seu lar

Nenhum pai gostaria de ouvir ou saber que um filho seu se corta ou perfura. Essa atitude tem se tornado mais frequente entre os adolescentes nesta época. A ajuda é possível.

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  • A adolescência é pontuada por muitas atitudes estranhas e muitas vezes os pais não sabem como lidar ou conversar com os filhos. Temem invadir sua privacidade e estragar o pouco de relacionamento que conseguem manter. Afinal, pais também já foram adolescentes e talvez não gostavam da maneira como seus próprios pais agiam.

  • Algumas ações estão em alta entre os jovens e uma muito comentada tanto nas redes sociais quanto nas escolas é a automutilação. Meninos e meninas conversam sobre seus problemas, sua vida ruim, seus desafios, algo decepcionante que lhes aconteceu ou simplesmente ficam calados com rostos tristes na companhia uns dos outros. Durante estes encontros muitas vezes alguém sugere que a dor do corte não será maior que a dor em seus corações. E o desafio está feito.

  • Observar ambiente e sintomas

  • Por vezes este contato com amigos nem ocorre, porém a mídia apresenta o comportamento através dos artistas preferidos deles. Por serem famosos e por passarem a imagem de bem-sucedidos, o jovem acredita que pode fazer o mesmo e que se aliviará dos problemas através deste ato.

  • Estatisticamente, meninas sofrem mais desse distúrbio que os meninos. É algo que acontece mais frequentemente na fase da adolescência, mas que, se não for tratado, pode perdurar. O jovem não pensa em suicídio, mas planeja com cuidado quando fará os cortes e pode anunciar a outros de forma clara ou anônima através dos contatos em redes sociais ou bate-papos.

  • A área preferida deles é o pulso, mas nada impede que cortem ou perfurem outras áreas como pernas, tornozelos ou braços. Ainda há outros distúrbios semelhantes como citados no artigo A comovente transformação de menina à mulher após anos de depressão.

  • Cicatrizes permanecerão lembrando não a dor do corte, mas a dor psicológica que os fez cometer tal ato. Vem então a depressão por não conseguir se controlar e o ciclo se repete, tornando-se como um vício.

  • Ajuda e tratamento

  • Para ajudar estes jovens pode-se contar com ajuda profissional, além, é claro, da compreensão e amor infinitos que só os pais são capazes de dar. A aproximação é difícil, requer muita humildade e paciência. Os jovens podem ser alegres, ter boas notas na escola e muitos amigos, fazer as tarefas em casa, mas, internamente, sofrem com algo que não querem compartilhar com seus pais. Isso porque muitas vezes o sofrimento emocional vem de coisas que acontecem em família.

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  • É preciso entender que o fato de marcarem um dia específico, se prepararem para isso e se cortarem não remete ao suicídio, mas à busca de um alívio para suas dores da alma. Isso pode ser resolvido de outra forma. O jovem precisa estar consciente de que não é algo normal nem belo como sugerem alguns ídolos pops, e que as consequências podem ser mais dolorosas que o momento.

  • A vigilância e atenção dos pais é muito importante, mesmo depois do filho já haver realizado a automutilação. O amor e a atenção sempre são primordiais. Apesar dos sentimentos de impotência, pais devem ser fortes e demonstrar amor a seus filhos, usarem de empatia, encontrarem soluções e acompanhá-los na sua cura. Exposição ao ridículo, acusações de acompanhar a moda, gritos, afastamento ou outras soluções negativas poderão destruir o relacionamento e piorar a situação.

  • O jovem sabe que a automutilação não é normal e tem vergonha disso ao mesmo tempo em que tem a coragem de fazê-lo, tornando a situação muito delicada. Ele quer vencer, mas não sabe bem como. Não hesite em contar com ajuda para juntos vencerem este distúrbio e equilibrar a situação familiar nesta fase difícil.

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Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.

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