O poder dos avós

Ser avô ou avó é um dos mais grandiosos dons da vida. Entenda a real influência, cientificamente comprovada, da presença dos avós na vida e formação de um ser humano.

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  • Este artigo foi publicado originalmente no blog Uniting Couples to Strengthen Families. Foi repruzido com permissão, traduzido e adaptado por Sarah Pierina.

  • Quando meu pai faleceu há alguns anos, uma das coisas mais tristes sobre isso para mim, como a mais nova de seis filhos, foi que meus filhos mais novos não iriam conhecer sua personalidade incrível. Eu já estava triste porque minha mãe havia falecido e os meus filhos não receberiam sua generosidade infinita. Pesquisas mostram de maneira consistente que os avós são significativamente influentes no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.

  • Interações positivas com os avós são protetoras para crianças e podem até mesmo moderar algumas experiências negativas da infância.

  • Eu tive muitas oportunidades de conhecer pessoas em terapia que se depararam com várias transições da vida.

  • Às vezes, houve uma ruptura na estrutura familiar com perda de familiares, devido à morte ou divórcio ou filhos saindo de casa. Às vezes, há mudanças de emprego com base no desemprego ou aposentadoria. Às vezes, os processos normais de envelhecimento e desafios de saúde requerem transições para novas rotinas com limitações.

  • Nessas situações, é comum sentir estresse, muitas vezes acompanhado pelo medo do desconhecido e desconforto com o novo. As pessoas muitas vezes experimentam um tipo de angústia existencial sobre a sua identidade, propósito e significado. Eu gosto de apresentar a ideia de criar legados através dos avós, que é um papel frequentemente negligenciado na vida moderna.

  • Costumo perguntar: "Você já pensou que tipo de avó você quer ser? Você percebe quantas memórias potencialmente positivas você pode criar para os seus netos, que podem ter um impacto geracional?"

  • É uma das poucas maneiras de realmente criar um legado duradouro. Eu só conheci um dos meus quatro avós, mas minha pequena avó materna sueca estava na primeira fileira da minha vida na formação da minha identidade e autoconceito. Eu passei bastante tempo com ela quando eu era mais nova enquanto minha mãe estava se recuperando de cirurgia nas costas. Minha avó era viúva, e eu fazia companhia para ela enquanto ela me fazia companhia para minha mãe poder descansar. Seu carinho foi fundamental em meu reconhecimento do mundo como um lugar seguro e feliz.

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  • Sua memória surge em mim de maneiras inesperadas. Outro dia, eu entrei no mercado e fiquei em êxtase ao ver uma exposição de caquis sazonais em promoção. Eu literalmente senti uma onda de emoção positiva ligada a minha avó materna, que me apresentou o fruto raro há quase cinco décadas atrás. Eu comprei um saco deles e os levei para casa. Enquanto eu mordia um, fui transportada para o chão de carpete verde da sua sala, onde eu me deitava, ouvindo discos de aprendizagem suecos que ela tocava para mim toda vez que eu a visitava.

  • Eu descobri que se eu ouvisse os discos e conseguisse recitar para ela muitas das palavras que eu me lembrava, ela comentava sobre o quão brilhante eu era e se gabava para suas amigas sobre minhas habilidades intelectuais. Eu não me importava que seus exageros fossem imprecisos; eles me davam a sensação de que alguém acreditava em mim e alimentou a minha motivação para aprender. Eu e ela tínhamos estabelecido um ritual ao entrar em seu lar no qual ela me perguntava se eu queria algo para comer.

  • Ela não era o tipo de avó que faz bolos e biscoitos, mas ela sempre tinha coisas que minha mãe não tinha em casa. Isto inclui pratos simples mais práticos, como espinafre sauté com limão, que era o meu lanche padrão em sua casa. Ela tinha uma predileção para frutas e verduras incomuns, e parecia que toda vez que eu a visitava, ela apresentava algo novo para meu paladar em desenvolvimento. Em uma visita, ela me mostrou como comer uma alcachofra. Em outra, ela fez para mim nabos, e até hoje o sabor e a textura do nabo é associado com um abraço caloroso e um sorriso de minha avó.

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  • Ela me apresentou aos pequenos kumquats picantes que cresciam em uma árvore no quintal de sua casa, e comê-los tornou-se um tipo de desafio. Eu desenvolvi quase uma obsessão com a aquisição de amendoim cozido, já que ela tinha latas disso adquiridas de parentes de meu avô na Flórida.

  • Muitas vezes eu trago para casa frutas e vegetais diferentes para meus filhos, e quando eu estava explicando sobre caquis para minha filha e como minha avó me ensinou a comê-los, ela disse "Oh, é por isso que você gosta dessas frutas e vegetais estranhos." Bem. Vovó era persistentemente alegre e sorria muito, e se eu precisasse de correção, ela sempre usava uma abordagem gentil para redirecionar minhas ações. Eu não me lembro de ela ter gritado comigo, em nenhuma ocasião.

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  • Em seu tempo livre, ela tinha o costume de dar carona a todas suas amigas viúvas que não dirigiam mais, para suas consultas médicas. Ela me contava histórias fascinantes sobre quando ela era criança, como dançar ao redor da árvore de Natal na véspera de Natal na tradição sueca, ou escorregar de trenó em Salt Lake City, Utah (seus pais suecos emigraram da Suécia para Utah no final dos anos 1800).

  • Para uma menina do sul da Califórnia, a ideia de ter neve no meu quintal era surreal e eu nunca me cansava de suas descrições. Ela me explicou a história de como ela tem dois nomes do meio, desde quando nasceu, ela iria se chamar "Pearl Adaline", (pronuncia-se Adalina, mas mantendo a ortografia sueca). Ela explicou que pesava apenas 1,13 quilos ao nascer, e seu pai lhe deu uma bênção e acrescentou o nome "Eva", na frente, pois significa "vida". Ela dizia seu nome inteiro com ênfase sueca nas primeiras sílabas, por isso saia em um melodioso "Iva Puurrl Aaada-Lina", e até hoje, quando eu estou contando essa história para os meus filhos, eu me pego adotando uma melodia sueca temporária. Ela frequentemente me levava como sua companheira de viagem enquanto ela visitava e me apresentava a um fluxo interminável de parentes distantes.

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  • Em suma, ela foi, literalmente, uma das pessoas mais simpáticas e mais caridosa que eu conheci, e ela me fez sentir como se eu fosse valiosa no mundo. Quando ela morreu, aos 90 anos, e eu ajudei a vesti-la para o seu funeral, eu fui bastante impactada pela percepção de que nenhuma de suas posses terrenas a tinha seguido para além da mortalidade, mas que a relação que ela cultivou comigo iria potencialmente influenciar gerações de pessoas. Simplificando, ser avô ou avó é um dos mais grandiosos dons da vida.

  • Estou muito ansiosa para ser uma avó. É algo que importa.

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Lori Cluff Shade, Ph.D,. é Terapeuta licenciada de Casais e Família, comprometida a providenciar informações para melhorar a qualidade das relações maritais e familiares, esposa e mãe de 7 filhos.

Website: https://drlorischade.wordpress.com/

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