Mãe e bebê: Decidindo entre aleitamento materno e fórmula infantil

Alimentar um ser que depende exclusivamente da mãe para sobreviver é o mais importante para nós. Como fazê-lo depende de nossas possibilidades. Veja por quê.

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  • Somos mamíferos. Essa afirmação não é novidade para ninguém. Mas creio que nos usurparam este direito de uns tempos para cá. Digo isso por ver que o processo natural de gerar um filho tem sido deturpado pela sociedade. Há cerca de meio século, ter um filho envolvia aguardar de 40 a 42 semanas por seu nascimento; não discuto a forma pela qual ele vem ao mundo; e amamentá-lo com nosso próprio leite, se isso fosse possível, senão, havia as amas de leite ou apelava-se para o “leite de bar”, e a criança crescia forte e saudável.

  • Hoje, algumas mulheres saudáveis optam por gestar seus filhos em barrigas alheias ou escolhem não amamentar seus rebentos por questões estéticas. É mito dizer que os seios ficam flácidos devido à amamentação! Por isso, creio que este artigo vem muito a calhar. Afinal, não há uma decisão a ser tomada com relação ao aleitamento materno ou ao uso de fórmulas industrializadas. Mãe que é mãe faz o que pode pela saúde do filho.

  • Mas existem aquelas mães que como eu, não conseguiram amamentar. Cada uma de nós por um motivo. Mas isso me fez ver que, apesar do leite materno ser “meu sonho de consumo” para meus filhos, eu teria que me adequar e fazer o melhor dentro das possibilidades que me foram apresentadas. Descobri que, ao contrário do muitos dizem, as fórmulas infantis são muito boas e não junk food,pois é... Mas quero deixar claro que, até hoje, o leite materno é imbatível e é isso que pretendo expor abaixo.

  • 1. Leite materno

  • Constituição nutricional

  • micronutrientes (vitaminas e minerais), proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares. A quantidade destes nutrientes no leite materno depende diretamente da alimentação da mulher: se ela ingere legumes, verduras, frutas e carnes magras em intervalos regulares, não fuma e não bebe, seu leite será mais rico que a mulher que come massas refinadas, gorduras, refrigerantes, doces e outros alimentos sem valor nutritivo.

  • Substâncias bioativas

  • exclusivos do leite materno, esses componentes protegem o organismo do bebê contra infecções, pois quando ele nasce não possui defesa alguma contra vírus, bactérias ou fungos e necessita da mãe para isso. As substâncias bioativas mais conhecidas são as imunoglobulinas, transferidas ao bebê já nas primeiras mamadas, quando ele ingere o colostro, por isso, os pediatras insistem para que o bebê mame logo após o parto! Para ter uma ideia, esses compostos protegem o organismo do seu filho contra obesidade infantil, dislipidemia, hipertensão arterial, câncer e diabetes. Além disso, o leite materno contém endorfina que ajuda a suprimir a dor e reforça a eficiência das vacinas, leucócitos, anticorpos, fator bífido que impede a diarreia, lactoferrina que impede o crescimento de bactérias patogênicas, dentre outros.

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  • 2. Fórmulas infantis

  • Há uma gama enorme de fórmulas infantis de boa qualidade no mercado para todos os bolsos e necessidades, casos de refluxo esofágico, intolerância a lactose etc. Para saber qual a mais indicada para seu bebê, você deve consultar seu pediatra, pois, não é porque o filho de sua amiga se adaptou com uma marca que o seu também vai se adaptar com a mesma. Lembre-se que cada criança é diferente e processa o alimento de maneira diversa. O mesmo vale para o leite materno: cada mãe faz um leite “diferente”.

  • Composição

  • todas as fórmulas do mercado têm os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do bebê e são fabricadas de acordo com os padrões preconizados pela Organização Mundial de Saúde. As embalagens contam com números para diferenciar cada fase, ou idade, em que a criança se encontra, pois o aporte nutricional necessário é diferente e a composição da fórmula muda um pouco. O que varia entre elas realmente é a presença ou não de lactose, açúcar do leite que pode gerar alergias, espessantes, “tamanho” das proteínas, para os bebês que tem mais dificuldade de digestão.

  • Substâncias bioativas

  • os pesquisadores vêm obtendo sucesso relativo com relação à adição de alguns destes compostos às formulas. Mas esse é um processo que ainda demora bastante para chegar até o mercado, pois somente algumas substâncias bioativas, como a Bifidobactéria, são semelhantes a todo mundo. As imunoglobulinas, por exemplo, variam de pessoa para pessoa, dependendo dos patógenos com os quais ela entrou em contato durante a vida.

  • Assim, o aleitamento materno é sempre a melhor opção. Mas se não há como ofertar seu leite para seu filho por algum problema de saúde, não se culpe. Basta saber que você está fazendo o seu melhor pela saúde dele.

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Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.

Mãe e bebê: Decidindo entre aleitamento materno e fórmula infantil

Alimentar um ser que depende exclusivamente da mãe para sobreviver é o mais importante para nós. Como fazê-lo depende de nossas possibilidades. Veja por quê.
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