O que pais e mães precisam saber sobre afogamento secundário

Quando as crianças estão na água, todo o cuidado é pouco. A prevenção é sempre a melhor forma de deixá-los seguros.

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  • Você já ouviu falar em afogamento secundário e seco? Pois eles existem e podem acontecer com adultos e adolescentes, mas as crianças são mais propensas a desenvolverem o quadro. De acordo com especialistas em afogamento do Hospital de Tampa, na Florida, nos Estados Unidos, eles são eventos raros, mas que necessitam de cuidados médicos e de atenção dos pais.

  • No afogamento seco, quando a criança respira a água, a laringe pode ser fechada por espasmo e isso interrompe as suas vias aéreas. Dessa forma a respiração fica muito difícil e a entrada de oxigênio nos pulmões é interrompida. Porém, o coração continua a bombear sangue para os pulmões e é neste evento que a pessoa pode se afogar com os seus próprios fluidos.

  • No afogamento secundário, a água aspirada fica nos pulmões acumulada e causa um edema pulmonar.

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  • Sintomas

  • Os sintomas dos dois tipos de afogamento são os mesmos. O que difere é que no seco eles começam logo após algum incidente com água. O secundário pode iniciar mais tarde, entre uma e 24 horas depois de alguma brincadeira na piscina, mar ou lago. São eles:

    • Tosse

    • Dor no peito

    • Dificuldade para respirar

    • Cansaço extremo

    • Mudança de comportamento, como irritabilidade ou queda de energia que corresponde que o cérebro não está recebendo oxigênio suficiente.

  • O que fazer se isso acontecer com o seu filho

  • Se notar que ele tem algum dos sinais citados acima você precisa levá-lo ao hospital. Não adianta ir ao consultório do pediatra, pois, alguns exames e procedimentos serão necessários e serão feitos apenas numa sala de emergência.

  • Normalmente os problemas são tratáveis e precisam de ajuda médica. Não existe um medicamento para curar esses tipos de problemas. O que acontecerá será que a criança terá um suporte para verificar se suas vias respiratórias estão desobstruídas e terá monitoramento do nível de oxigênio. Caso seja necessário, a criança usará um tubo de respiração.

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  • Como prevenir

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  • A principal coisa a ser feita é sempre estar de olho nas crianças enquanto elas estiverem brincando na água ou perto de um local que tenha água. Nunca as deixe sozinhas, mesmo que pareça seguro ou que a quantidade de água seja pouca. Uma criança pode se afogar com 2,5 centímetros de altura de água dentro de um balde, banheira, piscina de plástico ou vaso sanitário, por exemplo.

  • Matricule seu filho em aulas sobre segurança na água. Existem classes para bebês a partir dos seis meses de idade. Não esqueça de usar colete salva-vidas neles e sempre os deixe nadar perto de locais onde tenham profissionais de resgate, caso haja um afogamento.

  • Para quem tem piscina em casa, a atenção é para que cercas de segurança sejam colocadas ao redor dela e verificar se o acesso esteja sempre bloqueado.

  • Quando o assunto é adolescente, os pais devem explicar aos filhos sobre o perigo de afogamentos relacionados ao uso de drogas e bebidas alcoólicas.

  • Os telefones para emergência são: 193 - Corpo de Bombeiros, e 192 - Samu.

  • Leia também: Segurança infantil básica

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Caroline é uma jornalista catarinense que optou por ser mãe em tempo integral depois do nascimento dos filhos. Ama escrever e ainda acredita que pode mudar o mundo com isso.

O que pais e mães precisam saber sobre afogamento secundário

Quando as crianças estão na água, todo o cuidado é pouco. A prevenção é sempre a melhor forma de deixá-los seguros.
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