Guarda compartilhada: Como repartir o tempo dos filhos com ambos os pais?

Calendário para guarda compartilhada. Como ocorre a repartição do tempo com os filhos na guarda compartilhada?

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  • Quando os pais se separam, a adesão ao formato de guarda compartilhada é prioritária e esta modalidade vem sendo aplicada com muito êxito.

  • Mesmo em casos de conflito, os tribunais entendem que dividir a convivência das crianças acaba sendo o mais benéfico.

  • Nem sempre ocorre uma repartição matemática do tempo, é preciso bom senso e sensibilidade de acordo com a idade e a adaptação dos filhos.

  • Como funciona a guarda compartilhada na prática?

  • Os filhos ficam uma semana com cada pai, ou uma quinzena, ou até mesmo em dias alternados? Não existe uma regra, deve-se avaliar as peculiaridades de cada caso. Abaixo, explicamos os formatos de convivência mais usuais e quando são recomendáveis.

  • Leia: Saiba todos os detalhes de como funciona a nova lei de Guarda Compartilhada

  • Formatos de convivência para a guarda compartilhada:

  • 1. Dias úteis fixos e intercalam-se os finais de semana

  • Quando as crianças costumam praticar atividades extraclasse e um dos pais tem o hábito de acompanhá-las, fica bem complicado se naquele dia da semana muda o guardião periodicamente. Por exemplo, se o filho tem psicoterapia/natação/ballet nas terças-feiras e sempre a mãe (ou o pai) leva para as sessões/aulas. Para essas famílias, o formato de guarda compartilhada de dias fixos é o mais indicado.

  • Pernoitam com a mãe todas as segundas e terças, enquanto nas quartas e quintas ficam com o pai (apenas um exemplo, pode ser o inverso). Os pernoites de sexta, sábado e domingo são intercalados entre os pais.

  • Com isso, permite-se que ambos os pais tenham oportunidades de viajarem sozinhos ou com os filhos, permitindo que as crianças sejam devolvidas e entregues diretamente na escola.

  • Exige que os pais sejam pontuais e disciplinados, pois não há como enviar mochila de roupas para escola a cada dois dias. Ambos precisam desenvolver uma estrutura própria para os filhos em suas casas.

  • 2. Quatro dias com um, dois dias com outro, um dia com outro novamente

  • Assim como no formato anterior, os filhos não ficam longos períodos longe de ambos os pais. A vantagem nesse é que nenhum dos pais se beneficiam de um dia da semana que ambos queiram conviver com a prole.

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  • Sempre planejamos tomando por base uma quinzena, depois repete-se tudo novamente. De segunda à quinta com a mãe, sexta e sábado com o pai, dorme o domingo com a mãe; na semana seguinte o inverso, segunda à quinta com o pai, sexta e sábado com a mãe, dorme o domingo com o pai.

  • Durante os dias úteis, a convivência nesse tipo de guarda compartilhada é praticamente uma semana em cada casa, passando os dias de descanso com o outro e voltando no domingo à tardinha para se preparar para a semana seguinte invertida. A desvantagem é que exige o contato entre os pais no domingo, não podendo usar a escola como local de troca.

  • 3. Dois dias com um, dois dias com o outro, mais três dias para o outro

  • Muito parecido com o primeiro formato de guarda compartilhada, mas semanalmente se invertem os dias úteis com cada pai. Por exemplo, numa semana o pai fica na segunda e na terça, enquanto a mãe fica na quarta e na quinta, invertendo na semana seguinte. O final de semana (sexta, sábado e domingo) possui uma alternância própria. É o formato em que os filhos não ficam mais de três noites longe de nenhum dos pais.

  • 4. Demais formatos

  • Ainda existem as semanas alternadas (sete dias com cada), quinzenas alternadas ou mesmo meses intervalados. Porém, todos esses dificultam que a criança se sinta à vontade em um ambiente que costuma ficar tantos dias longe. São esses formatos que geraram tanto preconceito com a guarda alternada. Para os períodos de férias e datas festivas, costuma-se aplicar um regramento próprio, os quais serão objeto de texto próprio.

  • Conclusão

  • Mais do que compartilhar as responsabilidades parentais (participar em escola, tratamentos médicos, eventos religiosos), a parentalidade do Século XXI pressupõe igualdade de papéis entre mãe e pai. Os vínculos de afetos devem ser construídos com respeito à importância que cada um possui para o filho. A melhor maneira de evitar a Alienação Parental é permitindo um convívio estruturado e regrado por ambos os pais.

  • Leia: Alienação parental: 4 formas de proteger seus filhos deste lamentável drama familiar após a separação

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  • De acordo com as particularidades de cada família, será estudado o formato de convivência mais adequado. Não existe uma fórmula pronta, apenas sugestões e ideias que se mostraram exitosas.

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